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Ernesto Araújo faz visita a Lira para tentar manter-se no cargo

Senado acusa o ministro de prejudicar a diplomacia entre Brasil e outros países

Pierre Borges - 25/03/2021 15h26 | atualizado em 25/03/2021 16h41

Ernesto Araújo têm sofrido duras críticas em sua gestão Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Um dia depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrar uma mudança de rumo na atuação do Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi até a casa de Lira para tentar explicar suas decisões durante a pandemia. Araújo também foi criticado por um grupo de senadores.

Enquanto Lira cobra uma melhora na diplomacia brasileira e o aumento de diálogo com países como Estados unidos e China, Ernesto se defende alegando que está dando “toda a sua vida” pelo Brasil.

– Tenho feito tudo pelo meu país naquilo em que acredito: um projeto de transformação profunda do Brasil que a maioria dos brasileiros, tenho certeza, deseja. Sempre estou disposto, já estou dando toda a minha vida por isso, porque é nisso que acredito. O senhor pode acreditar ou não, mas essa é a minha convicção – disse o ministro, tentando conter o choro.

A liderança do Legislativo, empresários brasileiros e o presidente do Senado, Rodrigo Pacehco já haviam criticado Araújo anteriormente. Pacheco afirmou que o fornecimento de vacinas está “aquém do esperado”, mesmo motivo que levou Lira a criticar o ministro. Eles argumentam que, com uma melhor diplomacia com países influentes, o ritmo de vacinação deverá ser acelerado.

Ainda se defendendo, Araújo disse que não admite que seu amor pelo povo brasileiro seja questionado.

– Contarei aos meus netos que fiz parte de um projeto de transformação do Brasil. Espero poder contar que terá sido um projeto bem-sucedido, um projeto que livrou o Brasil da corrupção, do atraso, da indignidade e da falta de condições para os brasileiros. Tenho um amor profundo pelo povo brasileiro —isso eu garanto ao senhor– e não admito que ninguém o questione, como eu não questiono os seus motivos ou os de ninguém, está bem? – declarou.

Os senadores, por sua vez, questionaram a capacidade do ministro de manter-se no cargo.

– Pede para sair e durma com a consciência tranquila de que o senhor vai ajudar a salvar vidas – disse a senadora Mara Gabrilli.

O tucano Tasso Jereissati, por sua vez, disse que o país se tornou um “pária internacional”.

– O senhor não tem mais condições de ficar no Ministério das Relações Exteriores. E [a sua saída] não é para criar uma crise, é para solucionar – declarou.

Jorge Kajuru, Simone Tebet e Kátia Abreu também pediram a saída do ministro.

Ernesto, no entanto, negou que haja dificuldades de relacionamento com a China.

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