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Empresa usou nome de Frota em venda de máscaras para SP

Inquérito sobre compra sem licitação foi enviado à CPI da Covid

Pleno.News - 05/08/2021 20h56 | atualizado em 06/08/2021 11h54

Alexandre Frota Foto: Reprodução

O governo de João Doria foi alvo de denúncias, no início da pandemia da Covid-19, a respeito de compras irregulares de máscaras, e o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo. Os documentos sobre a investigação chegaram à CPI da Covid em maio e apontaram a participação de novos nomes.

Segundo a coluna Radar Eletrônico, da revista Veja, a venda das máscaras contou com a atuação das empresas Smart Produções e Fismatek como intermediárias.

Em depoimento, Adriana Paschoalin, uma ex-diretora da Secretaria da Saúde, disse à Corregedoria de São Paulo que, quando estava em busca de fornecedores para compra de equipamentos, recebeu a ligação de um homem chamado Maurício, que se dizia assessor do deputado Alexandre Frota e que dizia querer enviar uma proposta para a venda de máscaras.

De acordo com a coluna, o homem citado por Adriana é Maurício Andreotti, representante da Smart Produções, uma empresa especializada em produção de vídeos que tem, entre seu cast de apresentadores, a esposa de Frota, Fabi Frota.

– Smart e Fismatek foram intermediárias para a Formed, esta sim uma empresa que vende equipamentos de proteção. Uma nota de empenho de 104 milhões de reais para a compra de 36 milhões de máscaras foi feita pelo governo de São Paulo em nome da Formed, e o negócio estabelecia a entrega do primeiro lote de máscaras em 8 dias. Com a nota de empenho, a Formed obteve inclusive um empréstimo de 5,6 milhões de reais do Banco do Brasil, que agora está sendo cobrado na Justiça – apontou a coluna.

Porém, o dono da Formed, Manuel Nuno, revelou que, embora já tivesse as máscaras para fazer a entrega, foi surpreendido com a informação, que veio dos representantes da Smart, de que o governo estadual havia cancelado o contrato.

A justificativa para o cancelamento, conforme depoimento da então diretora da Secretaria, “é que Maurício teria informado sobre dificuldades para a entrega da máscara da marca Medix no prazo combinado e propôs a entrega de máscaras de outras marcas, que foram rejeitadas pelo governo, por não estarem de acordo com a qualidade acordada”, segundo o Radar Eletrônico.

Nuno contou ainda que é parceiro de longa data da Fismatek e que Maurício, da Smart, atuava como lobista. As duas empresas receberiam uma comissão de 5%. Mas, com o cancelamento do contrato, o governo de São Paulo acabou não tendo que fazer desembolsos e usa essa informação para defender os envolvidos na compra, já que não houve prejuízo ou gasto de dinheiro público. Mesmo assim, a polícia investiga possíveis crimes de lei de licitação porque máscaras foram compradas com dispensa de licitação diante de um argumento de que era necessária a compra emergencial, em função da pandemia.

À Corregedoria, Andreotti disse que não conhecia a empresa Smart Produções, embora no inquérito estejam imagens tiradas de redes sociais nas quais ele se apresentou como diretor da empresa.

Por meio do seu chefe de gabinete, Frota alegou que não tem nenhum assessor chamado Maurício.

A defesa de Adriana destacou que o caso foi arquivado pelo Ministério Público no primeiro semestre de 2020. Entretanto, o inquérito da polícia ainda não foi concluído.

Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo ressaltou que não desembolsou nenhum recurso para a compra destas máscaras e multou a Formed em 1,7 milhão de reais, por descumprimento de contrato.

Os documentos chegaram à CPI da Covid após um requerimento do senador Ciro Nogueira, atual ministro-chefe da Casa Civil.

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