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Emendas de relator: Ministros de Lula indicaram R$ 291 milhões

Políticos do PSD e do União Brasil indicaram quantias milionárias das emendas

Paulo Moura - 31/12/2022 09h35 | atualizado em 02/01/2023 12h59

Lula ao lado dos últimos ministros a serem anunciados Foto: Agência Brasil/José Cruz

Apesar de o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter utilizado as emendas de relator, apelidadas por parte da imprensa de orçamento secreto, para tentar atacar o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período eleitoral, seis futuros ministros indicados pelo petista utilizaram os recursos.

De acordo com um levantamento feito pelo site Metrópoles, os nomes escolhidos por Lula para seu governo apadrinharam nada menos que R$ 291,7 milhões em emendas de relator. São eles: os deputados federais André de Paula (PSD-PE), Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e Juscelino Filho (União Brasil-MA), os senadores Alexandre Silveira (PSD-MG) e Carlos Fávaro (PSD-MT), e o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT).

Para chegar aos números, o veículo usou duas bases de dados: uma entregue pelo Congresso ao Supremo Tribunal Federal e outra do sistema da Câmara dos Deputados. A líder do ranking foi a deputada Daniela do Waguinho, que apadrinhou R$ 86 milhões das emendas de 2020 a 2022. A parlamentar será ministra do Turismo de Lula.

Em nota, Daniela justificou que as emendas de relator foram criadas em 2019, para o Orçamento de 2020, e que “desde então, fazia parte da peça orçamentária (LOA)”.

– Caberia aos parlamentares as indicações aos municípios e ou a instituições. As indicações foram realizadas dentro da normalidade e com toda transparência – alegou Daniela.

Na segunda colocação está o atual governador do Amapá, Waldez Góes, que, apesar de ser do PDT, faz parte da cota do União Brasil no futuro governo lulista. O indicado para o cargo de ministro da Integração e Desenvolvimento Regional indicou R$ 58,9 milhões das emendas de relator em 2022.

Completam a lista Juscelino Filho (R$ 50,5 milhões), André de Paula (R$ 47,5 milhões), Carlos Fávaro (R$ 35,6 milhões) e Alexandre Silveira (R$ 13 milhões). Vale ressaltar que os valores incluem apenas as verbas cadastradas, excluindo-se aquelas solicitadas e, depois, canceladas.

Fávaro explicou que, como representantes da população e dos estados, deputados e senadores em contato direto com suas bases podem fazer a indicação das ações prioritárias a serem executadas com o orçamento da União. Já Alexandre Silveira argumentou que sempre se posicionou contrário à forma como era concebida as emendas de relator. Juscelino Filho, André de Paula e Waldez Góes não se manifestaram.

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