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Emanuela nega irregularidades na compra da Covaxin

Diretora da Precisa afirmou que irá colaborar com os senadores nas respostas

Thamirys Andrade - 14/07/2021 11h46 | atualizado em 14/07/2021 12h29

advogado da depoente, Ticiano Figueiredo; diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Batista de Souza Medrades
Diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Batista de Souza Medrades, ao lado advogado Ticiano Figueiredo Foto: Pedro França/Agência Senado

Após ficar em silêncio na terça-feira (13), a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, concordou em falar na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e iniciou o depoimento nesta quarta-feira (14) negando irregularidades. A empresa fez a intermediação da compra da vacina indiana Covaxin, investigada pela CPI.

– Não existem ilegalidades; não existem irregularidades. Faço questão de falar tudo – declarou, pontuando que iria colaborar com os senadores nas respostas.

Emanuela Medrades minimizou as suspeitas sobre o modelo de negociação da vacina indiana Covaxin e disse que a empresa tentou reduzir o preço das doses. A Precisa intermediou a compra de 20 milhões de doses entre o Ministério da Saúde e o laboratório Barath Biontech, da Índia.

A CPI apura um suposto esquema envolvendo a Covaxin. Uma das controvérsias é o preço do imunizante, que passou de US$ 10 para US$ 15 por dose após o início das negociações.

– A política de precificação da Covaxin é 100% da Barath Biontech. A Precisa não atua na precificação. O que nós fizemos, e que estava ao nosso alcance, foi tentar o tempo todo reduzir esse custo – disse Emanuela aos senadores.

De acordo com ela, tanto a Precisa quanto o Ministério da Saúde tentaram reduzir o preço. E a agilidade da Pasta em fechar o contrato para a compra da vacina, em fevereiro, ocorreu porque a Precisa Medicamentos aceitou todas as condições estabelecidas pela pasta.

A atuação da Precisa e o empenho de R$ 1,6 bilhão em nome da empresa brasileira, e não da companhia indiana, são apontados como fatos suspeitos na compra.

Ao ser questionada sobre o contrato, a diretora da Precisa argumentou que a legislação brasileira obriga empresas internacionais que não estão estabelecidas no país a ter um representante nacional.

Emanuela confirmou que o valor das doses estabelecidos foi de US$ 15, mas se negou a responder qual é a parcela da Precisa no recebimento. A diretora relatou que a negociação entre a Precisa e a Barath Biontech começou em junho de 2020.

No depoimento, a representante da Precisa justificou o empenho de R$ 1,6 bilhão para o envio das primeiras doses, feito e nome da empresa, e não do fabricante na Índia.

– Isso é normal. As empresas que representam geralmente, geralmente não, sempre o empenho é emitido para aqueles que estão representando. O empenho é para a Precisa, mas o pagamento é lá fora – explicou Emanuela.

A diretora da Precisa atribuiu a si a iniciativa de procurar o Ministério da Saúde para viabilizar a oferta de doses da Covaxin. A primeira reunião com a Secretaria de Vigilância em Saúde, segundo Emanuela afirmou, ocorreu no dia 3 de novembro de 2020.

– Foi uma iniciativa, inclusive minha, a partir do momento que tínhamos uma vacina bastante potencial.

O contrato foi assinado no dia 25 de fevereiro, totalizando 114 dias de negociação.

*Com informações da AE

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