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Em vídeo, jovem que pretendia matar Bolsonaro detalhou plano

Ele chegou a dizer que estava "infiltrado na toca do lobo, melhor dizendo, Exército Brasileiro"

Pleno.News - 12/11/2020 16h16 | atualizado em 12/11/2020 17h18

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

O jovem de 25 anos que foi preso no ano passado por ter planejado matar o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer, em suas redes sociais, que havia iniciado uma “sequência de histórias” e que estava “infiltrado na toca do lobo, melhor dizendo, Exército Brasileiro”. Pedro Venício Souza Rodrigues trabalhava como funcionário terceirizado na Escola de Sargentos das Armas.

O inquérito foi concluído pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (11), e apontou que o jovem realmente tinha intenção de matar Bolsonaro na cidade mineira de Três Corações, em novembro de 2019, durante uma passagem do presidente pelo local. Na época, ele foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia Federal, em Varginha (MG), após apurações identificarem que ele havia divulgado, na véspera da visita, diversas mensagens em textos e vídeos, com menções de atacar Bolsonaro.

Em um dos vídeos publicados nas redes sociais, Pedro Venício Souza Rodrigues chegou a detalhar o seu plano.

– Agora estou analisando toda a situação, toda a área aqui, para botar meu plano de que na hora que Bolsonaro chegar aqui, eu vou acertar ele – apontou.

Questionado pela PF, o jovem negou que tivesse intenção de cometer o crime e afirmou que tudo era uma “brincadeira”. Ao concluir as investigações, no entanto, o órgão chegou à conclusão de que o investigado manifestou e tinha a intenção de atentar contra a vida de Bolsonaro, sendo indiciado pelo crime de atentado contra a liberdade pessoal do Presidente da República. A pena para o homem pode chegar a até 12 anos de reclusão.

Ele irá responder em liberdade.

Jovem tinha plano de matar Jair Bolsonaro, diz PF Foto: Reprodução

FACADA
Em 6 de setembro de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro cumpria agenda de campanha em Juiz de Fora (MG), quando foi atacado por Adélio Bispo de Oliveira. O agora presidente foi atingido por uma facada no abdômen. Ele passou por uma cirurgia delicada para estancar hemorragia e conter lesões nos intestinos grosso e delgado.

Após ser socorrido e operado pela equipe médica da Santa Casa de Misericórdia da cidade mineira, Bolsonaro foi levado de avião para São Paulo, onde ficou internado entre 7 e 29 de setembro, no Hospital Albert Einstein.
Em junho de 2019, a Justiça de Juiz de Fora, em Minas Gerais, decidiu absolver Adélio Bispo, tomando como base o fato de o agressor ter sido considerado inimputável após laudos médicos. Mesmo com a sentença, Adélio deve permanecer internado por tempo indeterminado. Ele será submetido a uma perícia médica em 2022, daqui a três anos.

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