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Em ofício, Weintraub alerta contra doutrinação em escolas

"É um simples chamamento a todos pelo bom senso", explicou o ministro da Educação

Ana Luiza Menezes - 23/09/2019 20h40

Ministro da Educação, Abraham Weintraub Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

O Ministério da Educação (MEC) encaminhou um ofício nesta segunda-feira (23) para as secretarias de Educação do país em que dá orientações sobre o respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias nas salas de aula.

Para a Folha de S.Paulo, os temas abordados no ofício remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido, que visa limitar o que os professores falam na sala de aula em função do argumento de que existe uma extensa doutrinação de esquerda nas escolas brasileiras.

O texto encaminhado para as secretarias destaca que o ensino deve ser com base no pluralismo de ideias e concepções pedagógicas; que o aluno não pode ser prejudicado por sua história, identidades, crenças e convicções políticas ou religiosas; que ele não pode ser submetido à propaganda partidária e que tem o direito de seguir sua religião, além de não poder ser constrangido ou ameaçado.

Esses temas coincidem com o conteúdo de um cartaz que o Movimento Escola sem Partido defende que seja afixado dentro das salas de aula. O cartaz, com seis deveres do professores, é previsto, inclusive, no projeto de lei em trâmite na Câmara, que tem apoio de parlamentares do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o objetivo é fomentar uma cultura de paz e não há relação com o movimento –que tem apoio do governo. O ministro disse que colocou à disposição canais de comunicação do MEC para o recebimento de casos que sejam considerados extremos.

– O nome do documento é Escola de Todos, qualquer outro termo não se credencia. Queremos assegurar o melhor convívio escolar, no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, respeito a diferenças, combate ao bullying e não exposição de politica partidária dentro da escola – disse o ministro em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O ministro ressaltou que o ofício trata de assuntos, que têm respaldo no que é previsto na legislação.

– Estou respondendo com ação que vai gerar resultado de curto prazo. O ofício é um simples chamamento a todos pelo bom senso – afirmou.

*Folhapress

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