Em ato com Lula em MG, Pacheco ataca anistia do 8 de janeiro
Senador criticou pessoas que defendem anistia aos condenados pelos atos em Brasília
Paulo Moura - 25/07/2025 09h45 | atualizado em 25/07/2025 12h44

Em discurso nesta quinta-feira (24), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que presidiu o Senado até fevereiro deste ano, aproveitou uma cerimônia de entregas do governo federal em Minas Novas (MG), no Vale do Jequitinhonha, para atacar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que defendem uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Lula levou o ex-presidente do Senado para o palanque e o apresentou como candidato ao governo mineiro em 2026. Já Pacheco, sem citar nomes, declarou que algumas pessoas “insistiram em negar, em combater e em evitar a democracia” e afirmou ainda que esses são os mesmos que “negaram a ciência na pandemia e negaram a vacina”.
– Agora, depois de tudo que aconteceu, com plano de golpe de Estado, com minuta de golpe, com depredação de prédios públicos, com cooptação da sociedade, pretendem anistia ampla geral e irrestrita, como se o 8 de janeiro tivesse sido um passeio no parque. As instituições desse país funcionam, reagem – afirmou Pacheco.
O senador também distribuiu afagos a Lula, declarando que o presidente reúne “experiência, sabedoria e respeitabilidade mundo afora” para lidar com a crise tarifária com os Estados Unidos.
– Nunca o Brasil precisou tanto do senhor como hoje para garantir a soberania nacional do Brasil – disse o ex-presidente do Congresso.
Lula aposta em Pacheco para construir um palanque em 2026 no segundo maior colégio eleitoral do país. Por uma aliança em Minas, o PT deve abdicar de uma candidatura própria no estado governado por Romeu Zema (Novo).
*AE
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