Eduardo pede prisão preventiva de Alexandre de Moraes
Ex-deputado comentou a divulgação de novas conversas entre o ministro e Vorcaro
Leiliane Lopes - 01/09/2026 21h45 | atualizado em 02/09/2026 13h59

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (1º) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria ser preso preventivamente. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele criticou a reação de Moraes à investigação conduzida pelo ministro André Mendonça.
– Tudo esquentou em Brasília, o Alexandre de Moraes não admite que o André Mendonça o investigue. Mas por quê, Moraes? Quem não deve, não teme – declarou.
Eduardo disse que Moraes estaria tentando pressionar Mendonça após a retirada do sigilo de parte da investigação. O procedimento reúne informações obtidas pela Polícia Federal a partir de mensagens encontradas em dispositivos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
– E sem argumentos, o que o Moraes tá fazendo? Partindo pra cima do André Mendonça. Baixaria bem ao estilo do Moraes, que chegou a cogitar, né? Lembra? De usar jagunços pra colocar o Alan dos Santos dentro do avião? – questiona.
O ex-deputado também citou o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, o acordo previa R$ 131 milhões em honorários e serviços jurídicos durante três anos.
– E não ficou só nos R$ 129 milhões do contrato da Vivi, não. Tem muito mais coisa pra vir por aí, como esse caso, onde a gente quer saber, Moraes, como é que você respondeu isso quando o Vorcaro pediu pra você proteger o Gonê e o Andrei? Proteger de quê? Se você realmente é uma pessoa inidônea, essa resposta é fácil, agora se você está mancomunado com a quadrilha, aí realmente é uma resposta muito complicada de ser dada – continuou.
As mensagens atribuídas a Vorcaro também mostram pedidos relacionados à atuação de autoridades durante as investigações. O ex-banqueiro teria questionado Moraes sobre medidas que poderiam ser adotadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
Eduardo encerrou o vídeo defendendo a permanência de Mendonça à frente da investigação e afirmou que o ministro não deveria recuar diante da pressão. As declarações são do ex-deputado e não representam, por si só, uma conclusão das autoridades sobre as mensagens analisadas pela PF.
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