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Eduardo diz que seu pai é “refém” e Moraes, um “gangster de toga”

Deputado licenciado emitiu nota oficial sobre o caso

Thamirys Andrade - 18/07/2025 12h59 | atualizado em 18/07/2025 13h15

Eduardo Bolsonaro em ato na Avenida Paulista Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia

Em nota publicada nas redes sociais, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou ter recebido com “tristeza, mas sem surpresa” a notícia da “invasão da Polícia Federal” à casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta sexta-feira (18). Na avaliação do Parlamentar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deflagrou a ação, é um “gangster de toga” que usa a Corte como “arma pessoal para perseguições políticas”.

– Mais uma vez, ele confirma tudo o que vínhamos alertando. Não bastasse ordenar censura e medidas de coerção contra o maior líder político do Brasil, alguém que nunca se furtou a cumprir decisões judiciais e sempre participou do processo legal. A decisão desta vez se apoia num delírio ainda mais grave: acusações construídas com base em ações legítimas do governo dos Estados Unidos, iniciadas logo após o anúncio das tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil – escreveu o congressista.

Para Eduardo, Moraes está “tentando criminalizar Trump e o próprio governo americano”, mas como é “impotente” diante das autoridades estadunidenses, decidiu fazer de seu pai um “refém”.

– Com isso, além de atacar a democracia brasileira, ele ainda deteriora irresponsavelmente as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, um ato de sabotagem institucional de consequências imprevisíveis. Alexandre precisa entender que suas ações intimidatórias não têm mais efeito – acrescentou.

O deputado concluiu garantindo que a direita não vai parar de lutar.

– Silenciar meu pai não vai calar o Brasil. Eu e milhões de brasileiros seguiremos falando por ele, cada vez mais firmes, mais conscientes e mais determinados, até que a nossa voz seja ensurdecedora – finalizou.

ENTENDA
Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Além de determinar buscas contra o líder conservador, Moraes ordenou que Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica.

O ex-chefe do Executivo terá de permanecer em casa entre 19h e 6h da manhã nos dias de semana, e integralmente nos fins de semana, feriados e dias de folga, e não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, nem com outros réus e investigados pelo Supremo, incluindo seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos buscando sanções contra o magistrado.

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