Eduardo diz que pediu a Trump apenas sanções a Moraes
Deputado não imaginou o "tarifaço"
Pleno.News - 22/07/2025 10h57 | atualizado em 22/07/2025 11h15

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo disseram nesta segunda-feira (21) que a possibilidade de os Estados Unidos impor tarifas comerciais ao Brasil foi discutida em reuniões que eles tiveram com autoridades do governo americano antes do presidente Donald Trump anunciar a medida. No entanto, eles afirmam que defenderam sanções apenas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo e Figueiredo disseram que a possibilidade foi trazida à mesa pelo governo americano e que, inicialmente, defenderam que apenas o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades brasileiras fossem sancionadas. Agora, no entanto, eles consideram que a opção de Trump pela tarifa de 50% contra o Brasil foi acertada.
– Quando essa opção foi discutida com o deputado Eduardo Bolsonaro e nós, nós demos a nossa opinião. Na nossa opinião, esta medida não era a melhor a ser aplicada naquele momento. Nós advogamos na direção de sanções direcionadas aos agentes principais da ditadura – disse Paulo Figueiredo no podcast Inteligência Ltda.
Eduardo Bolsonaro completou:
– A gente não imaginou que no início fosse decretada a tarifa. Mas como o Paulo bem falou, nós não somos o presidente dos Estados Unidos. Não temos o poder da caneta.
Em seguida, Figueiredo disse que, embora tenha advogado contra as tarifas no primeiro momento, atualmente ele considera que Trump acertou na medida e que está “100% convencido” que as tarifas foram o movimento correto para o Brasil.
– Eu concordo. Tanto que chamo de Tarifa-Moraes. Foram tarifas de 50%, a maior dessa última leva, devido a crise institucional que o Moraes está fazendo – disse Eduardo ao ser questionado sobre a resposta do jornalista.
Ele exemplificou sua posição ao citar o caso hipotético de quem faz entregas por aplicativo e é taxado em 50%.
– Quando ele quiser reclamar, talvez ele vai ser calado. Antes de qualquer tipo de questão comercial, vem a liberdade. Se não puder falar, dar a sua opinião, você vai ser um escravo, um cubano. Queremos preservar as liberdades da nossa democracia – declarou.
*Com informações AE
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