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Eduardo diz que ir ao Salão Oval, “por si só, não quer dizer vitória”

Deputado rechaçou possível empolgação de Lula e aliados por encontro com líder americano

Paulo Moura - 23/09/2025 14h56 | atualizado em 23/09/2025 16h32

Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) opinou, nesta terça-feira (23), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados não devem considerar uma “vitória” a simples notícia sobre o possível encontro na próxima semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme anunciado pelo republicano em seu discurso na Assembleia Geral da ONU.

Em áudio enviado à coluna de Paulo Cappelli, do site Metrópoles, Eduardo disse que sentar-se no Salão Oval da Casa Branca não significa ganho político automático e citou exemplos de outros líderes mundiais que passaram por momentos em que foram confrontados pelo líder americano em público.

– Sentar-se no Salão Oval, isso por si só não quer dizer vitória. Muito pelo contrário. Vale lembrar, por vezes, quando o presidente da Ucrânia, Zelensky, sentou-se lá. Quando o Ramaphosa, da África do Sul, sentou-se lá. Quando o premiê britânico sentou-se lá. E todos eles, o Trump não sorriu para nenhum deles. Pelo contrário. Botou todos eles no seu devido lugar – disse.

Eduardo elogiou as falas de Trump na ONU e afirmou que o gesto ao presidente brasileiro faz parte de uma estratégia de negociação.

– Ele [Trump] colocou a ONU no devido lugar, chamando de corrupta. Destrói a pauta ambiental, que Lula defendeu. Reafirmou aquilo que sempre foi. Ele também, com relação a Lula, reafirmou a estratégia que foi vitoriosa e sendimentou o seu sucesso profissional, que é ser um excelente estrategista, um excelente negociador – apontou.

Segundo Eduardo, Trump “estressou” a relação com o Brasil ao aplicar sanções do tipo Magnitsky e agora receberá Lula no momento e nas condições que considera convenientes.

– Ao que tudo indica, ele vai se sentar à mesa com Lula, na posição que ele quer, no local que ele quer e quando ele quiser. Então, Lula vai ter que aproveitar uma rara oportunidade para encontrar-se com Trump, ter momentos valiosos, com a obrigação de trazer alguma notícia positiva para o Brasil – prosseguiu.

Para o deputado, Trump segue crítico do sistema judiciário brasileiro e ainda considera que Bolsonaro vive algo semelhante à “caça às bruxas” que ele próprio enfrentou nos Estados Unidos.

– Ele é muito crítico, e segue sendo, do sistema judiciário brasileiro. Por que ele sofreu na pele essa caça às bruxas que ele atribui que Bolsonaro também sofre. Outro ponto: é Trump quem decide quando vai encontrar Lula. E não o contrário – completou.

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