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Ex-deputado publicou nota sobre condenação do STF contra ele

Kleber Pizão - 16/06/2026 22h05 | atualizado em 17/06/2026 12h49

Flávio e Eduardo Bolsonaro Foto: Reprodução Instagram

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro emitiu uma nota na noite desta terça-feira (16), após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em condená-lo a quatro anos e dois meses de prisão por coação. Em suas palavras, até o momento não houve nenhuma notificação oficial contra ele.

Eduardo reiterou que, apesar de ter endereço amplamente divulgado, foi informado sobre a condenação apenas por meio da imprensa.

— Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido — disse.

O ex-parlamentar ainda reforçou que sua localização foi descoberta e divulgada por meio da imprensa.

— E “certo e sabido” não é força de expressão: resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprir o devido processo legal, alegam não saber — declarou.

Eduardo afirmou ainda que o processo tem por objetivo interferir nas eleições de outubro.

— Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso, o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições — afirmou.

Para finalizar a publicação, o ex-congressista disse estar confiante em uma mudança significativa no país, caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República.

— Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria — finalizou.

O julgamento foi realizado pela Primeira Turma do STF, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A decisão também resultou na perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal, função que o ex-deputado ocupava antes de ingressar na vida política.

Leia nota completa publicada por Eduardo Bolsonaro:
NOTA À IMPRENSA.

Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em local certo e sabido. Esse mesmo instrumento foi expedido a outro acusado no processo, mas a mim nunca foi cumprido. Se o meio existe e a própria Corte o reconhece, por que não a mim?

E “certo e sabido” não é força de expressão: resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprir o devido processo legal, alegam não saber.

Tomo ciência dos fatos pelos jornais, e conhecer a acusação por reportagem não substitui a citação prevista em lei e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Moraes pode não gostar, mas não pode escolher quando segui-los. Mais uma vez, é vítima e juiz do mesmo caso, e é por isso que o Brasil passa vergonha internacional de forma recorrente, como até mesmo a mídia tradicional hoje já aponta com frequência.

Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições.

Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria.

**Eduardo Bolsonaro**

 

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