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Eduardo critica deputado do PL que assinou cassações: “Pró-STF”

Rodrigues já elogiou Alexandre de Moraes e chegou a ser expulso do partido por este motivo

Leiliane Lopes - 19/12/2025 15h19 | atualizado em 19/12/2025 16h52

Antonio Carlos Rodrigues Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) assinou, nesta quinta-feira (18), as cassações dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de Alexandre Ramagem (PL-RJ), decididas pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Rodrigues atuou como quarto-secretário da Mesa após a ausência do titular do cargo, o deputado Sergio Souza (MDB-PR). Na condição de suplente, ele assumiu a função e assinou os atos que formalizaram as perdas de mandato.

A decisão foi tomada pela Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), e contou com assinaturas de parlamentares de diferentes partidos. Outros dois suplentes também assinaram porque integrantes titulares não participaram do ato.

Antes do episódio, Antonio Carlos Rodrigues já havia sido alvo de críticas internas no Partido Liberal (PL) por elogios feitos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator dos processos envolvendo Ramagem e investigações contra Eduardo.

Em entrevista ao portal Metrópoles, no fim de julho deste ano, o deputado classificou como exagerada a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro.

– É o maior absurdo que já vi na minha vida política. O Alexandre é um dos maiores juristas do país, extremamente competente. Trump tem que cuidar dos Estados Unidos. Não se meter com o Brasil como está se metendo – afirmou.

Após a declaração, Rodrigues chegou a ser expulso do PL por decisão do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, mas a medida foi revista semanas depois, e o parlamentar permaneceu no partido.

Em vídeo publicado nesta sexta-feira (19), Eduardo Bolsonaro criticou a permanência de Rodrigues no PL e sua atuação na Mesa Diretora.

– Antônio Carlos Rodrigues, do PL de São Paulo, é suplente da mesa diretora e já foi expulso do partido em agosto por ter proximidade com Alexandre de Moraes. O Antônio Carlos Rodrigues já foi, inclusive, ministro da Dilma Rousseff e é uma pessoa altamente pro-establishment, pro-STF, pro-quadrilha do Alexandre de Moraes – declarou Eduardo.

Ele ainda defendeu a ideia do deputado ser expulso do partido ou ao menos ser retirado da suplência da Mesa Diretora.

– Não sei se cabe a possibilidade, como foi o PL que indicou, se o PL tem o poder para, agora, no meio do mandato, trocar essa suplência dele. Mas se puder, se houver essa possibilidade, é claro que seria muito justo, muito bem-vindo, ainda que fora de tempo.

Para Eduardo, decisões como a de aceitar Rodrigues novamente na legenda prejudica o PL de ser uma partido verdadeiramente de direita.

– Se o PL não fizer isso, vai deteriorando essa questão do partido realmente ser um partido de direita.

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