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Eduardo B. critica a Lei Paulo Gustavo: ‘Covidão da Cultura’

Deputado falou sobre o projeto que destina até R$ 4 bilhões por ano para estados e municípios utilizarem no setor cultural

Henrique Gimenes - 14/09/2021 14h53 | atualizado em 14/09/2021 16h02

Deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Câmara dos Deputados/Cleia Viana

Nesta terça-feira (14), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) utilizou as redes sociais para criticar a votação de um projeto de lei que trata do apoio financeiro da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios, para garantir ações emergenciais voltadas para o setor cultural. Conhecido como Lei Paulo Gustavo, o texto está sendo analisado pelo Senado.

O deputado falou do assunto ao compartilhar uma publicação do secretário de Cultura, Mario Frias. De acordo com Frias, a proposta deve custar R$ 4 bilhões por ano aos cofres públicos.

Hoje será votado no Senado o projeto de lei Paulo Gustavo, um absurdo que transformará o governo federal num caixa eletrônico de saque compulsório. Essa lei destinará anualmente R$ 4 bilhões para estados decidirem o destino desse recurso. Sou radicalmente contra! – apontou o secretário.

Eduardo foi além em suas críticas e afirmou que a proposta será um “Covidão” da cultura, em referência às suspeitas de uso indevido do dinheiro público destinado ao combate à pandemia de Covid-19.

– Políticos do PT, os mesmos que se lambuzaram com a lei Rouanet, agora querem um repeteco, chamando a nova lei de Paulo Gustavo (usam a emoção, pois não têm argumentação). Eu já estou chamando de COVIDÃO DA CULTURA, pois, se aprovado, o governo federal será obrigado a repassar aos estados grana para a “cultura”. Vai ser de Criança Viada para baixo. Alertem seus deputados. Deixem suas opiniões na internet – destacou.

Em sua conta do Twitter, o parlamentar lembrou que a proposta foi apresentada por senadores do PT.

– Obs: a proposição é de senadores do PT, saudosistas dos tempos de grana fácil da Rouanet. O sistema se contorce, a berne não quer deixar a vaca, mas nós somos maioria e venceremos – afirmou.

O nome da lei é uma homenagem ao ator Paulo Gustavo. O humorista tinha 42 anos e morreu em maio, após complicações da Covid-19.

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