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Eduardo Bolsonaro afirma que “ruptura” é questão de tempo

Deputado afirmou que "não foi de uma hora para a outra que a ditadura chegou na Venezuela, começou aos poucos"

Henrique Gimenes - 28/05/2020 17h54

Deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou, nesta quarta-feira (27), que uma ruptura institucional “não é mais uma opinião de se, mas de quando” vai ocorrer. A declaração foi dada durante um debate realizado pelo canal Terça Livre.

O programa foi apresentado pelo jornalista Allan dos Santos, e teve a presença da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), do psiquiatra Italo Marsili e de Olavo de Carvalho. Eles discutiram a operação da PF, realizada ontem, que teve apoiadores do presidente Jair Bolsonaro como alvos.

A ação faz parte do inquérito das Fake News, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Ao comentar o episódio, Eduardo Bolsonaro lembrou do pedido enviado pelo ministro Celso de Mello à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado fez críticas à situação do Brasil e disse que é questão de tempo até ocorrer uma ruptura institucional.

– Eu até entendo quem tem uma postura mais moderada para não tentar chegar a um momento de ruptura, um momento de cisão ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos, mas falando bem abertamente, opinião de Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de se, mas de quando isso vai ocorrer. E não se engane, as pessoas discutem isso. Essas reuniões aqui, entre altas autoridades. Até a própria reunião dentro de setores políticos – apontou.

Eduardo comparou a situação atual do país com o que ocorreu na Venezuela e disse que é preciso deixar a população ciente dos problemas para evitar que aconteça o mesmo no Brasil.

– A gente discute esse tipo de coisa, porque a gente estuda história. A gente sabe que a história vai se repetindo. Não foi de uma hora para a outra que a ditadura chegou na Venezuela, começou aos poucos. Desarma o cidadão, arma a milícia deles. Dissolve a Suprema Corte, bota todos bolivarianos indicados por Hugo Chávez. Então a gente não pode permitir que isso aconteça. Temos que pontuar, deixar a sociedade ciente do problema e depois começar a tomar algumas atitudes. Porque é inadmissível isso que os ministros Alexandre de Moraes e Celso de Mello estão fazendo com a democracia brasileira. E eu tenho certeza que nem dentro do próprio STF há consenso com relação a isso – destacou.

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