Eduardo afirma que Moraes não tem coragem de enfrentar Trump
Ex-deputado indagou por que presidente dos EUA não foi incluído no processo por coação
Pleno.News - 17/06/2026 10h48 | atualizado em 17/06/2026 15h51

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não foi incluído no processo por coação porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não tem coragem de enfrentar o chefe da Casa Branca.
A fala ocorreu nesta quarta-feira (17), um dia após a Primeira Turma da Suprema Corte brasileira condenar o ex-parlamentar por coação no curso do processo do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
– E aí eu pergunto: quem decretou a sanção contra o Moraes, a Lei Magnitsky e as sanções Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, na sigla em inglês)? Foi o presidente Trump, junto com seus secretários Scott Bessent e Marco Rubio, não foi Eduardo Bolsonaro. Por que o Trump, pelo menos, não está nesse processo? Porque eles não têm coragem – assinalou o ex-congressista em entrevista à Rede Comunica Brasil.
Eduardo ainda previu que o STF só retaliará Donald Trump por ter sancionado autoridades brasileiras quando o republicano deixar o cargo de presidente.
– Sabe quando eles vão ter? Quando o Trump se tornar ex-presidente e se for eleito ao governo radical de esquerda, aí, vocês vão ver o STF trabalhando junto com o governo norte-americano para ir atrás do Trump – adicionou.
Eduardo também disse que nos bastidores do governo norte-americano há a intenção de restabelecer a inclusão de Moraes como sancionado pela Lei Magnitsky, mecanismo estadunidense aplicado contra acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção.
Como mostrou o Pleno.News, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão e à inelegibilidade de oito anos. Após a decisão do colegiado, ele declarou ao portal Metrópoles que irá levar a decisão da Corte ao presidente dos Estados Unidos e outras autoridades norte-americanas.
– Certamente, eu levarei a Casa Branca, o Departamento de Justiça, ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso é uma afronta ao governo dos EUA – pontuou.
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