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Durante jantar, Lula convidou Lira para viajar com ele à China

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Thamirys Andrade - 10/03/2023 12h00 | atualizado em 10/03/2023 12h24

Lula ao lado de Arthur Lira no primeiro encontro dos dois em novembro Foto: EFE/Joédson Alves

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), convidou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para ir junto com ele em viagem oficial que fará à China no fim do mês de março. De acordo com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Lira garantiu que irá avaliar a possibilidade.

O encontro entre os dois políticos teve como objetivo discutir a consolidação da base de sustentação do governo no Congresso e as pautas prioritárias do Palácio do Planalto no semestre. Ele ocorre três dias após Lira dizer a uma plateia de empresários da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que o governo ainda não tem força suficiente para aprovar grandes projetos, como a reforma tributária.

A declaração do presidente da Câmara impactou o governo, embora alguns ministros minimizem a relevância da fala e a resumam a um discurso para agradar ao mercado financeiro. Ao argumentar sobre a fragilidade da base governista, Lira ainda fez menção à estreita margem de votos que elegeu Lula na campanha eleitoral do ano passado e disse que o governo precisa entender que o Congresso tem atualmente “uma atribuição mais ampla” do que no passado.

– Nós teremos um tempo também para que o governo se estabilize internamente. Porque hoje o governo ainda não tem uma base consistente, nem na Câmara nem no Senado, para enfrentar matérias de maioria simples, quanto mais matérias de quórum constitucional – disse Lira.

O presidente da Câmara também criticou os ataques feitos por Lula à taxa de juros praticada pelo Banco Central (BC) e disse que declarações como essas não agregam.

JANTAR
O encontro entre Lula e Lira foi realizado na casa do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, e contou com a presença dos ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais.

A reunião não estava prevista na agenda de nenhuma das autoridades presentes, mas interlocutores dos ministros dizem que a conversa já estava marcada com dias de antecedência – antes mesmo do presidente da Câmara fazer as declarações sobre a construção de governabilidade pelo Planalto.

O governo está às voltas com a formação da base no Congresso. Para isso, o ministro Alexandre Padilha tem acertado nos bastidores a distribuição de cargos de segundo e terceiro escalão do governo em busca de garantir os votos necessários para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PEC), como a que vai definir a reforma tributária.

*Com informações da AE

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