Durante coletiva, Lula menciona queda e batida na cabeça
"Os médicos ficaram todos apavorados", relembrou o presidente
Pleno.News - 07/01/2026 16h11 | atualizado em 07/01/2026 23h37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou a queda que sofreu no banheiro do Palácio da Alvorada em outubro de 2024 e a batida na cabeça decorrente do acidente doméstico. Durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (7), ele citou ter tido que aguardar deslocamento até São Paulo e brincou dizendo que havia médicos “chorando”, achando que ele poderia entrar em coma no avião.
– Eu tive um problema na cabeça aqui em Brasília. Eu detectei que eu não estava bem e fui a um dos melhores hospitais aqui em Brasília. Isso era mais ou menos 5 horas, 5h30 da tarde. Aí eu descobri que eu estava com excesso de líquido na cabeça por conta da batida que eu tinha tido. Imediatamente, os médicos ficaram todos apavorados e disseram que eu tinha que ir para São Paulo urgente. Eu estava na capital do país para poder fazer o tratamento – contou o petista.
– Não tinha nem avião presidencial aqui, tive que esperar três horas e, depois, viajar uma hora e meia de avião. Quando eu cheguei no aeroporto [em São Paulo], a equipe médica, dos quatro que estavam lá, tinha dois médicos chorando achando que eu podia ter entrado em coma no avião. Eles acharam que era uma coisa muito grave. Eu espero que com esse anúncio [desta quarta], espero que a gente coloque uma coisa inteligente aqui em Brasília – completou.
Na ocasião de sua fala, Lula participava do lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, que inclui o uso de inteligência artificial e tecnologia para melhorar o atendimento na rede pública de saúde.
A declaração coincide com o momento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), rival político de Lula, se encontra no Hospital DF Star em razão de uma queda sofrida de madrugada em sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
O líder conservador sofreu um traumatismo cranioencefálico leve e passa por exames, após aguardar por um dia a liberação por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para ir à unidade hospitalar.
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