Leia também:
X Zema e Flávio sugerem castração química, e delegada avalia

Doria diz que Moraes ‘extrapolou’ ao suspender Dosimetria

Ex-governador defendeu as prerrogativas do Congresso Nacional

Leiliane Lopes - 12/05/2026 18h00 | atualizado em 12/05/2026 19h35

Ex-governador de São Paulo, João Doria Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

Nesta terça-feira (12), o ex-governador de São Paulo João Doria criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em conversa com jornalistas, Doria afirmou que o tema deveria ser tratado pelo Congresso Nacional e não pela Suprema Corte.

Apesar das críticas, o ex-governador ressaltou que mantém respeito pessoal por Moraes, com quem trabalhou em governos paulistas anteriores, e, na sequência, afirmou que houve excesso por parte do STF ao suspender a norma aprovada pelo Congresso.

– Entendo que essa não é uma deliberação que cabe ao Supremo Tribunal Federal, mas cabe ao Congresso Nacional e é preciso ter respeito pela independência dos poderes– declarou.

O ex-governador também disse que o Supremo passou a assumir decisões que deveriam ficar sob responsabilidade do Legislativo.

– O Supremo, por circunstâncias políticas, acabou sendo o esteio final de quase todas as decisões, não só institucionais, mas até decisões políticas que, a meu ver, não cabem à Suprema Corte Brasileira, e sim ao Congresso – continuou.

Doria defendeu ainda uma reavaliação interna do STF sobre decisões recentes e sobre o papel da Corte no país.

– Sempre é tempo de corrigir, melhorar e reposicionar o Supremo com a qualidade dos ministros que ele possui – disse.

Em outro trecho, Doria afirmou que Moraes ultrapassou os limites de atuação do tribunal.

– Houve um excesso, ultrapassou, a meu ver, a linha daquilo que competia ao Supremo Tribunal Federal.

A Lei da Dosimetria foi promulgada após o Congresso derrubar veto presidencial. O texto altera regras de progressão de regime e remição de pena para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, além de prever redução de pena para delitos cometidos em “contexto de multidão”.

No último sábado (9), Moraes suspendeu a aplicação da norma até o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967 pelo plenário do STF. Segundo o ministro, a medida foi tomada por “segurança jurídica” enquanto a Corte analisa a constitucionalidade da lei.

Leia também1 Joel Datena passa por cirurgia de emergência e se ausenta da TV
2 Zema e Flávio sugerem castração química, e delegada avalia
3 Eduardo reage à PGR e diz que querem torná-lo inelegível
4 Delegada dá ordem de prisão durante treino de crossfit em SP
5 Prefeita nos EUA renuncia após admitir ser agente da China

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.