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Informação foi divulgada pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo

Paulo Moura - 02/06/2021 11h23 | atualizado em 02/06/2021 19h28

Nilton Lins Junior recebeu a Polícia Federal a tiros nesta quarta Foto: Reprodução

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que policiais federais que cumpriam mandados de prisão em uma operação contra desvios de recursos da Saúde do Amazonas foram recebidos a tiros pelo empresário Nilton Costa Lins Júnior. A informação foi dada por Lindôra durante o início da sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (2).

Lins Júnior, que foi alvo de busca e apreensão e de uma ordem de prisão temporária, é um dos investigados da quarta fase da Operação Sangria, que mira possíveis fraudes na construção do hospital de campanha Nilton Lins, em local de propriedade do empresário.

A ação ainda tem como alvos nomes como o do governador do estado, Wilson Lima (PSC), e o do secretário de saúde, Marcellus Campêlo, que, segundo Lindôra, está foragido.

A informação foi dada aos ministros justamente no início da sessão que irá julgar se o STJ recebe a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador do estado, Wilson Lima, ex-secretários e empresários por supostas fraudes na compra de respiradores. Nesta manhã, a PF fez buscas na casa do governador.

No julgamento, o ministro Og Fernandes perguntou se houve vítimas no incidente, e a subprocuradora negou. O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, lamentou o caso e disse que as providências “serão tomadas de forma rígida”.

– As questões judiciárias devem ser resolvidas através dos recursos, dos meios próprios, e não através da violência. Lamentamos e podemos dizer que ficamos tristes. Mas, com certeza, o Poder Judiciário, o relator Francisco Falcão… as providências serão tomadas de forma rígida – destacou.

A Operação Sangria 4 investiga formação de organização, fraude em licitações e desvio de verba pública na contratação do Hospital de Campanha Nilton Lins. O STJ já autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador e do secretário de Saúde.

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