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Detida após xingar Bolsonaro, mulher diz que ‘cedeu a impulso’

Episódio ocorreu neste sábado, enquanto Bolsonaro acenava para carros na Via Dutra, no RJ

Henrique Gimenes - 30/11/2021 18h00 | atualizado em 01/12/2021 11h20

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

Neste sábado (27), uma mulher de 41 anos de idade foi detida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após xingar o presidente Jair Bolsonaro. Levada para a delegacia, a fisioterapeuta Camila Santos Leitão disse que o ato ocorreu “de impulso”. A informação foi dada pelo site Metrópoles.

As ofensas ocorreram enquanto o presidente acenava para motoristas civis e policiais rodoviários na Via Dutra, antes de ir à cerimônia de formatura dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) no Rio de Janeiro (RJ). Enquanto alguns motoristas buzinavam em resposta ao aceno do chefe do Executivo, uma mulher que estava no banco de passageiro de um veículo passou pela comitiva e proferiu xingamentos ao presidente.

A PRF abordou o carro e encaminhou o caso a agentes da Polícia Federal (PF) que estavam no local em apoio à segurança do presidente. A mulher foi levada para a Delegacia da Polícia Federal, em Volta Redonda. Na unidade, ela foi autuada por crime de injúria.

De acordo com o boletim, Camila afirmou que “proferiu as palavras sem qualquer ato de premeditação” e “que teria ficado surpresa consigo mesma após gritar”. Além disso, ela explicou que é da área de saúde e que está “bastante insatisfeita e estressada com a forma que o governo vem conduzindo a questão […]. Que, talvez, por essa razão, cedeu ao impulso de xingar o presidente”.

De acordo com a ocorrência registrada, a mulher gritou palavras de baixo calão e berrou “Bolsonaro, filho da p***, em atitude de tamanho desrespeito”.

A ocorrência cita o artigo 140 do Código Penal, que fala sobre “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”, e tem pena de “detenção, de um a seis meses, ou multa”.

A mulher foi liberada logo após assumir o compromisso de comparecer em juízo, como determina a lei, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo.

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