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Descriminalização do porte de maconha: Entenda voto de Toffoli

Ministro proferiu um "voto médio" na semana passada e quis esclarecer nesta terça-feira

Pleno.News - 25/06/2024 17h51 | atualizado em 25/06/2024 18h58

Ministro Dias Toffoli Foto: Andressa Anholete/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal nesta terça-feira (25). O movimento aconteceu após o ministro Dias Toffoli, que proferiu um “voto médio” na última quinta (20), esclarecer que não havia sido “claro” e afirmar que defende a extinção da penalidade da conduta.

– A descriminalização já conta com seis votos. O meu voto se soma ao voto da descriminalização. Hoje pela manhã Vossa Excelência [Luís Roberto Barroso, presidente da Corte] me perguntou como meu voto era para ser proclamado. Por isso, entendi por bem fazer essa complementação. Se eu não fui claro o suficiente, o erro é meu, de comunicador – afirmou Toffoli.

Na última semana, o STF divulgou o posicionamento do ministro Dias Toffoli como uma divergência parcial. Ou seja, o ministro havia votado para manter a legislação brasileira como está, com a ressalva de que, na avaliação dele, ela já não criminaliza o usuário.

De acordo com Toffoli, a criminalização das drogas foi instituída com base em preconceito e xenofobia. Ele afirmou ainda que essa não é a “melhor política pública adotada por um Estado social democrático de direito”. O magistrado também exigiu a criação de um critério de diferenciação entre usuário e traficante, tendo em vista que a legislação atual não conseguiu cumprir o objetivo de “descriminalizar” a conduta do dependente químico.

– Estou convicto que tratar o usuário como um tóxico delinquente, aquele que é um criminoso, não é a melhor política pública de um Estado social democrático de direito – afirmou o ministro do STF.

*AE

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