Derrite nega disputar governo de SP na suposta falta de Tarcísio
"O foco dele é o Senado", diz assessoria
Pleno.News - 28/09/2025 12h57 | atualizado em 29/09/2025 17h37

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), passou a admitir em conversas reservadas a disposição de ser candidato a governador se Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidir disputar a Presidência da República, de acordo com duas fontes que conversaram sobre o tema com ele.
Derrite vinha demonstrando resistência a disputar o Palácio dos Bandeirantes, porque considera que tem uma eleição bem encaminhada ao Senado.
A mudança passaria pela crença do secretário de que teria apoio de Jair Bolsonaro (PL) e conseguiria se viabilizar como o candidato da direita na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Procurada, a assessoria de imprensa de Derrite negou que ele tenha admitido a possibilidade de disputar o Palácio dos Bandeirantes.
– O foco dele é o Senado – diz a nota enviada ao Estadão.
Quando Derrite trocou o PL pelo PP em maio, alguns parlamentares ficaram incomodados, porque enxergaram o evento como lançamento de uma pré-candidatura do secretário a governador – a bronca era que isso implicaria que Tarcísio seria candidato a presidente.
– A vontade do partido é lançar Derrite a governador, mas isso não depende da gente, depende dele. Com a saída do Eduardo, ele se consolida como senador. É um nome muito forte, porque acreditamos que essa eleição será pautada pela segurança pública – afirmou o presidente do Progressistas (PP) de São Paulo, Maurício Neves.
Para ele, é preciso primeiro definir o plano nacional – quem será o candidato a presidente do grupo – para depois resolver o plano estadual. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), o presidente da Alesp, André do Prado (PL), e o secretário de Governo, Gilberto Kassab (PSD), também são cotados para substituir Tarcísio.
Segundo Neves, o partido desistiu do plano de antecipar a saída de Derrite do governo para o final do ano – pela lei eleitoral, ele teria que deixar o cargo somente em abril. A ideia era que o secretário reassumisse o mandato como deputado federal para relatar projetos de lei sobre o endurecimento do sistema de justiça criminal.
A decisão ocorreu após um jantar na última segunda-feira (22), na casa do advogado Fernando José da Costa, ex-secretário de Justiça no governo João Doria.
Chamado por Derrite, o encontro teve as presenças de Tarcísio, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do comandante-geral da Polícia Militar, José Augusto Coutinho, do delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, do secretário-adjunto de Segurança Pública, Osvaldo Nico e do próprio Maurício Neves.
– O encontro teve como objetivo discutir ações legislativas efetivas para o enfrentamento do crime organizado, da reincidência criminal e da impunidade no Brasil. Todo o grupo acredita que a redução da insegurança acontecerá a partir do trabalho integrado entre todas as esferas, da sociedade civil ao parlamento – disse a assessoria de Derrite.
Derrite tem enfrentado desafios à frente da Segurança Pública paulista. O mais recente deles é o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande (SP). Segundo o secretário, um dos suspeitos de efetuar os disparos está preso e não há mais dúvidas do envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC).
*AE
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