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Defesa de Flordelis acusa juíza e Ministério Público de misoginia

Advogados alegam que a denúncia do Ministério Público é misógina porque aponta fatos não relacionados ao caso

Paulo Moura - 23/07/2021 09h04 | atualizado em 23/07/2021 09h54

Deputada federal Flordelis Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Os advogados da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) decidiram adotar uma nova teoria para realizar a defesa da parlamentar no processo em que ela é ré pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, que ocorreu em junho de 2019, e agora afirmam que a acusação é nula por ser misógina.

Flordelis e os filhos respondem ao processo pela morte de Anderson do Carmo, assassinado em sua casa em Niterói, no Rio de Janeiro. A deputada é acusada de ser a mandante do crime, mas não pode ser presa em razão de sua imunidade parlamentar.

Em recurso contra a sentença de pronúncia, que é o mecanismo no qual o juízo submete o acusado ao julgamento popular, a defesa afirmou que a denúncia do Ministério Público é misógina porque aponta fatos não relacionados ao caso com o objetivo de afetar a imagem da deputada como mulher.

– A narrativa traz depoimentos sobre práticas sexuais e envolvimento com pessoas, buscando mostrar que a acusada e sua família seriam pessoas sexualmente depravadas. Importante para o MP mostrar que, ao invés de serem “uma família evangélica, feliz, conservadora e unida […] na verdade, eram apenas falsas construções de imagem” – afirmam os defensores.

Os advogados dizem ainda que a estratégia de apontar as idas de Flordelis a casas de swing não tem relação com a acusação de homicídio. A defesa também acusa a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, responsável pelo caso, por corroborar os ataques do MP à imagem da parlamentar.

As alegações dos defensores contra a magistrada dizem respeito a questionamentos feitos por ela à parlamentar como: se quando Flordelis iniciou o relacionamento com o pastor Anderson ele era menor de 18 anos; se ela e Anderson praticavam sexo com outros casais; se a mãe do pastor Anderson era contra o relacionamento; se Flordelis forçava outras pessoas à prática de atos sexuais.

– Nenhum ponto da denúncia autorizava a juíza de Direito a adentrar nesses temas, ou seja, são perguntas totalmente dissociadas do conjunto das acusações formalmente apresentadas pelo Ministério Público. Não há, como visto, nenhuma relação da narrativa feita na denúncia com esses questionamentos feitos pela magistrada, por vezes, em tom irônico, jocoso – completam.

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