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Viana vê risco de atraso na CPMI do INSS após decisão do STF

Senador criticou decisão do ministro Flávio Dino que assegurou aos depoentes o direito de permanecer em silêncio

Priscilla Brito - 09/02/2026 09h41 | atualizado em 09/02/2026 10h00

Presidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) à mesa.
Presidente da CPMI – INSS, senador Carlos Viana à mesa. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Neste domingo (8), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes que ocorreram no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assegurou aos depoentes do colegiado o direito de permanecer em silêncio.

Em publicação nas redes sociais, Viana afirmou que, embora o silêncio seja uma garantia constitucional, a decisão pode “frustrar, atrasar ou esvaziar as investigações” conduzidas pela comissão.

– Faço um registro claro e responsável: o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas – escreveu o senador.

Na publicação, Viana cita diretamente o empresário Paulo Camisotti, que está previsto para depor nesta segunda-feira (9). As investigações apontam Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti preso sob suspeita de envolvimento em fraude no instituto, como um dos elos finais do esquema de descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas do órgão. As informações são do SBT News.

Apesar de pedidos da defesa pelo não comparecimento, o presidente da CPMI afirmou que manteve a convocação.

– Mesmo diante de pedidos da defesa pelo não comparecimento, mantenho a decisão de que o convocado deverá comparecer nesta segunda-feira – declarou.

Viana também reforçou a posição do Parlamento.

– O Congresso Nacional não abre mão de suas prerrogativas constitucionais e não aceitará manobras protelatórias – escreveu.

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