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“Decisão de Moraes expõe ‘briga’ de parte do STF e a PGR”, diz Waack

De acordo com o jornalista da CNN Brasil, a Corte "está dizendo ao procurador-geral que ele está sendo 'mole demais' com Bolsonaro"

Henrique Gimenes - 15/12/2021 15h24 | atualizado em 15/12/2021 17h10

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o PGR Augusto Aras Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil // Foto: STF/Nelson Jr

Nesta terça-feira (13), o jornalista William Waack, do canal CNN Brasil, afirmou que uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs “uma briga” entre boa parte da Corte e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

O comentário foi feito pelo jornalista ao falar sobre a decisão de Moraes de trancar uma apuração preliminar da PGR e manter aberto um inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro.

O inquérito tem por base uma declaração de Bolsonaro durante uma live feita em outubro, quando ele associou a vacina contra a Covid-19 à Aids. Na ocasião, Bolsonaro leu uma reportagem sobre o assunto.

– Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) muito mais rápido que o previsto. Recomendo que leiam a matéria. Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha live – disse o presidente na ocasião.

Ao instaurar o inquérito contra Bolsonaro, Moraes cobrou um posicionamento da PGR. Em resposta, a gestão de Augusto Aras se mostrou contra a abertura do inquérito e afirmou que já havia aberto uma “apuração preliminar” sobre o caso.

Em sua decisão, no entanto, Moraes afirmou que a PGR não encaminhou os autos dessa apuração preliminar ao STF e que, por isso, eles seriam trancados até o envio. O ministro determinou que os autos devem ser compartilhados ainda com a Polícia Federal (PF), “sob pena de desobediência à ordem judicial e obstrução de justiça”.

Ao comentar o episódio, Waack afirmou que o STF está dizendo a Aras que ele está sendo leniente com Bolsonaro.

– Ao manter o inquérito, Moraes expôs uma briga entre boa parte do STF e o procurador-geral da República [Augusto Aras], que havia pedido para Moraes arquivar o tal inquérito contra Bolsonaro. Essa briga é antiga. A natureza dela é política, no sentido mais amplo, e tem como pano de fundo a conduta de instituições; o STF de um lado e a PGR do outro. O STF está dizendo ao procurador-geral que ele está sendo “mole demais” com Bolsonaro – destacou.

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