Débora do Batom pede aval de Moraes para tratamento dentário
Ministro já havia liberado primeira etapa dos atendimentos
Kleber Pizão - 15/07/2026 21h48 | atualizado em 16/07/2026 08h29

Condenada a 14 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado ao escrever com batom em uma estátua durante os atos de 8 de janeiro de 2023, a cabeleireira Débora Rodrigues pediu ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para prosseguir um tratamento dentário.
A defesa de Débora protocolou o pedido no último domingo (12), solicitando que Débora deixe o regime domiciliar para seguir com os atendimentos odontológicos. O magistrado já havia liberado saídas anteriores quando ela iniciou o tratamento.
— Após nova avaliação realizada, a profissional responsável indicou a necessidade de continuidade do tratamento, com novos atendimentos presenciais — afirmou a defesa.
O advogado responsável pelo caso da cabeleireira de Paulínia (SP) reforça que a Lei de Execução Penal assegura o direito das pessoas privadas de liberdade à assistência médica e odontológica, conforme avaliação e recomendação profissional.
Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, foi condenada pela Primeira Turma do STF no ano passado por ter escrito a frase “Perdeu, mané” com um batom na estátua “A Justiça”, que fica em frente ao prédio do Supremo, durante os atos de 8 de janeiro de 2023, logo após a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O texto escrito fez alusão ao que havia dito o então ministro Luís Roberto Barroso em novembro de 2022. O magistrado respondeu assim a um apoiador de Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos, que cobrava explicações sobre as urnas eletrônicas após a derrota do candidato do PL nas eleições.
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