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Damares se manifesta sobre Yanomami: Não houve omissão

Senadora e ex-ministra deu declarações por meio das redes sociais

Pleno.News - 22/01/2023 22h03 | atualizado em 23/01/2023 10h58

Damares Alves Foto: EFE/Joédson Alves

Neste domingo (22), a senadora e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves (Republicanos), se manifestou a respeito das notícias e imagens divulgadas sobre a situação dos povos indígenas Yanomami, no estado de Roraima.

Por meio de várias publicações, no Twitter, ela destacou que “diante de tantas mentiras espalhadas nos últimos dias”, precisa “esclarecer algumas coisas:.

– Acompanhei com dor e tristeza as imagens que estão sendo divulgadas sobre os Yanomami. Minha luta pelos direitos e pela dignidade dos povos indígenas é o trabalho de uma vida. Mas diante de tantas mentiras espalhadas nos últimos dias, preciso esclarecer algumas coisas. No governo Bolsonaro, a política indigenista era executada em três ministérios: Educação, Saúde e Justiça. Ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos cabia receber denúncias de violações de direitos dos indígenas e encaminhá-las às autoridades responsáveis – escreveu.

Damares citou o período de isolamento da Covid-19 e disse que não houve omissão durante o governo Bolsonaro.

– O MMFDH esteve “in loco” inúmeras vezes para levantar informações. No auge da pandemia distribuímos cestas básicas. Enviamos ofícios aos órgãos responsáveis para solicitar atuação e recebemos relatórios das equipes técnicas, as quais informaram as providências tomadas. O MMFDH, num grande esforço, e com o apoio de outros órgãos, entregou o Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Contra Crianças, inclusive reconhecendo a desnutrição como uma das mais terríveis violências contra elas, propondo ações. O Plano passou a ser executado priorizando três áreas indígenas e uma delas é a área Yanomami. SESAI e a FUNAI trabalharam muito no governo Bolsonaro, não houve omissão. A desnutrição entre crianças indígenas é um dilema histórico e foi agravada pelo isolamento imposto pela pandemia. Entre os anos 2007 e 2011, o Vale do Javari já tinha índices alarmantes – explicou.

Ela defendeu que “está na hora de uma discussão séria sobre isso”.

– Sempre questionei a política do isolamento imposta a algumas comunidades. Está na hora de uma discussão séria sobre isso. Ao invés de perdermos tempo nessa guerra de narrativas e revanchismo, proponho um pacto por todas as crianças do Brasil, de todas as etnias – concluiu.

REPRESENTAÇÃO DE PETISTAS CONTRA DAMARES E JAIR BOLSONARO
Neste domingo, o atual líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), e o próximo líder do partido na Casa, Zeca Dirceu (PR), protocolaram uma representação criminal da bancada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela responsabilidade criminal e civil dos povos indígenas Yanomami no estado de Roraima. A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, também é alvo do processo.

A representação pede ainda a responsabilização dos ex-presidentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) durante o período de janeiro de 2019 a dezembro de 2022.

O documento encaminhado à Procuradoria-Geral da República também é assinado pelos deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Maria do Rosário (PT-RS).

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