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Damares pede ação humanitária para cristãos na Nigéria

Senadora quer que Brasil articule missões de apoio a perseguidos religiosos no país africano

Pleno.News - 12/11/2025 17h28 | atualizado em 12/11/2025 17h53

Damares Alves
Damares Alves Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, Damares Alves (Republicanos-DF), informou nesta quarta-feira (12) que vai encaminhar ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) um pedido para que o Brasil atue em defesa de cristãos perseguidos na Nigéria.

O pedido é uma resposta a denúncias enviadas à comissão e aos recentes dados da organização internacional Portas Abertas, que apontam que 70% dos casos de violência contra cristãos no mundo ocorrem atualmente no país africano.

– Nós não podemos nos silenciar com as imagens que estamos assistindo. Há crianças sendo executadas a pauladas e mães sendo fuziladas com seus filhos no colo – declarou Damares.

– Valas comuns são abertas, onde todos têm que deitar para serem executados – completou.

A senadora afirmou que pretende formar uma comitiva de parlamentares para se reunir com o chanceler Mauro Vieira e sensibilizar o governo sobre a crise.

– Nenhuma criança no mundo deveria ser perseguida em razão de sua fé. O que acontece na Nigéria, em pleno 2025, é para repensar para onde vai a humanidade – afirmou.

Durante a reunião, o senador Marcos Pontes (PL-SP) destacou a importância da atuação diplomática do Brasil.

– Precisamos ouvir e deixar de lado os egos e os objetivos pessoais. Hoje, por conta do pensamento de uma pessoa, mata-se e extermina-se um monte de gente inocente – disse.

A Nigéria enfrenta uma grave crise humanitária. Só nos primeiros sete meses de 2025, mais de 7 mil cristãos foram mortos e outros 7.800 sequestrados, segundo a Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety). Desde 2009, estima-se que 125 mil cristãos tenham sido assassinados no país.

Os ataques são atribuídos a grupos extremistas islâmicos como Boko Haram e Estado Islâmico, além de milícias Fulani radicalizadas que atacam comunidades cristãs, principalmente na região central do país.

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