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Dallagnol sobre condenação: “O sistema político quer vingança”

Ex-procurador foi condenado pela TCU à ressarcir cofres públicos devido a supostas irregularidades na operação Lava-Jato

Gabriel Mansur - 09/08/2022 15h48

Ex-procurador Deltan Dallagnol Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos) contestou, nesta terça-feira (9), a decisão da Segunda Câmara do Tribunal de Contas da União, que o condenou a ressarcir os cofres públicos em R$ 2,8 milhões devido a supostas despesas irregulares na condução da operação Lava-Jato. Além dele, também foram apenados o ex-procurador-geral Rodrigo Janot e o procurador João Vicente Romão.

Embora seja possível recorrer, o hoje pré-candidato a deputado federal pelo Paraná afirmou que a Justiça Federal “decide condenar aqueles que se dedicaram arduamente ao combate à corrupção”.

– O órgão se junta àqueles que, ao invés de condenar o desvio de bilhões de reais de recursos públicos, decidem condenar aqueles que se dedicaram arduamente ao combate à corrupção – disse o político no Twitter.

Para Deltan, o “sistema político não está nem aí para a sociedade e quer ver a Lava Jato longe do Congresso Nacional”. Ele também vê a condenação como uma espécie de vingança.

– O sistema quer vingança. Este é mais um episódio que mostra o quanto o sistema político não tá nem aí para a sociedade e quer ver a Lava Jato longe do Congresso Nacional. Mostra até onde o sistema é capaz de chegar para impedir que o combate à corrupção avance no país – prosseguiu o ex-procurador, que pode ficar inelegível devido ao julgamento da Câmara do TCU.

A defesa de Deltan Dallagnol e de Rodrigo Janot afirmaram que vão recorrer da decisão do tribunal. Os advogados citaram que houve uma “perseguição”, em discurso repetido por Deltan. Vale destacar que um parecer anterior da área técnica do tribunal concluiu que não houve irregularidades e recomendou o arquivamento do processo.

– A 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) entra para a história como o órgão que perseguiu os investigadores do maior esquema de corrupção já descoberto na história do Brasil – continuou.

A Tomada de Contas Especial (TCE), de relatoria do ministro Bruno Dantas, apurou supostas irregularidades nos pagamentos de diárias, passagens e gratificações por desoneração a procuradores da força-tarefa. Janot, Dallagnol e Romão foram apontados como gestores dos gastos da operação.

O relator do processo foi acompanhado pelos ministros Aroldo Cedraz, Antônio Anastasia e Augusto Nardes. A atuação de Dallagnol, segundo o relator, contribuiu “inequivocamente” para o resultado danoso aos cofres públicos.

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