Cunha diz que impeachment de Dilma abriu caminho para direita
Ex-deputado era presidente da Câmara dos Deputados quando a petista foi destituída do cargo
Pleno.News - 14/04/2026 15h59

Na segunda-feira (13), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), afirmou em entrevista que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, ajudou a impulsionar a direita no Brasil. Segundo ele, a decisão de abrir o processo mudou o cenário político do país nos anos seguintes.
– Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido [Jair] Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência – disse Cunha.
O ex-deputado, que pretende disputar uma vaga na Câmara por Minas Gerais, declarou que não se arrepende da condução do processo que levou à saída de Dilma do Planalto. Ele afirmou ainda que teria tomado a decisão até mais cedo.
– Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada – destacou.
De acordo com o ex-presidente da Câmara, a queda de popularidade de Dilma também contribuiu para o desfecho do processo político.
Bolsonaro foi eleito presidente em 2018, após vencer Fernando Haddad (PT), e perdeu a reeleição em 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Cunha, a saída do PT do governo naquele momento abriu espaço para a ascensão de nomes da direita.
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