Cultura alfineta filme de Bolsonaro: “Sem caixa-preta”
Publicação defende financiamento governamental e prestação de contas
Pleno.News - 18/05/2026 15h32 | atualizado em 18/05/2026 17h20

Neste domingo (17), o Ministério da Cultura fez uma publicação no Instagram que está sendo interpretada como uma resposta à crise envolvendo o filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na postagem, a pasta destacou a transparência no uso de recursos públicos destinados ao setor audiovisual e afirmou não haver “caixa-preta” nos projetos financiados.
– Cada centavo investido pelo Governo do Brasil no audiovisual tem destino certo, prestação de contas rigorosa e pode ser fiscalizado por qualquer cidadão. Quando é público, você sabe de tudo! – escreveu o ministério.
O texto também reforça que os projetos passam por análise técnica, editais públicos e prestação de contas.
– Qualquer um pode ver quem pagou, quanto recebeu e como gastou. Sem segredos, sem “caixa preta” – afirmou a pasta.
O Fundo Setorial do Audiovisual, citado na publicação, é ligado ao Fundo Nacional da Cultura e ao Ministério da Cultura. O mecanismo financia produções audiovisuais em diferentes áreas do setor.
A manifestação ocorre após repercussão sobre o financiamento do longa Dark Horse, que teria recebido apoio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por suspeitas de fraudes financeiras. O caso também atingiu a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.
Um áudio divulgado recentemente mostra Flávio pedindo apoio financeiro a Vorcaro para o filme. Depois da divulgação, o senador afirmou que valores enviados pelo empresário teriam sido destinados a um fundo administrado nos Estados Unidos por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.
As gravações começaram em setembro de 2025, em São Paulo. O ator Jim Caviezel participou das filmagens no Brasil por cerca de três meses. Produzido integralmente em inglês, o filme foi planejado para alcançar o mercado internacional.



















