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‘Críticos da privatização não têm noção do que falam’, diz Guedes

Ministro descarta a possibilidade de as eleições adiarem o processo de desestatização

Pleno.News - 14/07/2021 17h54 | atualizado em 14/07/2021 18h15

Ministro Paulo Guedes defende privatizações Foto: EDU ANDRADE/Ascom/ME

O ministro da Economia Paulo Guedes confirmou que a privatização da Eletrobras deve acontecer até o primeiro trimestre do ano que vem.

– Eu adoraria que fosse até o fim deste ano, mas os cálculos são de que pode ser no primeiro trimestre do ano que vem – afirmou o ministro durante live do jornal Valor Econômico, da qual participou nesta quarta-feira (14).

O ministro descartou a possibilidade de as eleições do ano que vem adiarem a transferência da estatal para o setor privado.

– Não tem mais esse negócio de eleição. O governo vai fazer reforma o tempo inteiro. Todo mundo já entendeu que a Eletrobras vai ser privatizada – assinalou Guedes, considerando que adiar privatizações, em vez de gerar, pode tirar votos do presidente Jair Bolsonaro na busca por reeleição, dado que os recursos levantados no processo podem contribuir, dentro de um fundo nacional, para reduzir a miséria no Brasil.

Guedes aproveitou ainda a live para rebater críticas aos pontos não associados ao assunto original, os chamados “jabutis”, incluídos na medida provisória que abre o caminho para a privatização da Eletrobras.

– Os críticos da privatização da Eletrobras não têm noção do que estão falando – disse o ministro da Economia.

Guedes frisou que os “jabutis” derivam de pleitos regionais que considerou serem importantes e que têm peso “relativamente modesto”. O ministro também destacou os desdobramentos previstos a partir da privatização e a entrada de recursos no caixa da União, como a revitalização dos recursos hídricos das bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba, que consumirá R$ 3,5 bilhões em dez anos.

Durante a live, Guedes reafirmou o seu desejo de acelerar as privatizações, inclusive com venda de ativos imobiliários. Disse ainda que gostaria de levar as estatais ao Novo Mercado, citando, inclusive, por engano, o Banco do Brasil, que já está no nível mais alto de governança corporativa da bolsa. O ministro considerou que as ações da Petrobras poderiam subir 50% em duas semanas com a listagem no Novo Mercado, mas que o governo sofreria “tiroteio de todo lado” se levasse a ideia adiante.

*AE

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