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‘Crítica a Moraes’ em clube de SP vira inquérito sigiloso da polícia

Episódio ocorreu no início de setembro e terminou com registro na delegacia

Pleno.News - 24/09/2021 16h14 | atualizado em 24/09/2021 17h05

Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: STF/Carlos Moura

A Polícia Civil de São Paulo decidiu abrir um inquérito sigiloso para investigar um homem que teria feito críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um clube de São Paulo. O episódio ocorreu na noite de quinta (2) para sexta-feira (3), no clube Pinheiros, e acabou na delegacia.

Segundo um trecho do boletim de ocorrência divulgado pelo site Poder360, a queixa foi registrada no 14º Distrito Policial da capital paulista. O documento diz que “vigilantes particulares” que estavam no local relataram a um integrante da escolta pessoal de Moraes que “indivíduos embriagados no interior do clube Pinheiros” estariam “proferindo ameaças e injúrias à pessoa da vítima”.

Moraes é sócio do clube e frequentemente é visto em suas dependências. O ministro também mora próximo ao local, e seus seguranças particulares estão sempre pelas redondezas.

De acordo com o registro, o segurança do ministro foi pessoalmente ao Pinheiros e “constatou, da calçada e por meio da grade do clube, 4 indivíduos em uma mesa falando alto e ingerindo bebidas alcoólicas”. Ele, então, solicitou que um profissional do clube orientasse o grupo para que “cessassem os insultos e a importunação do sossego alheio”.

As ofensas pararam por algum tempo, mas logo voltaram a acontecer. Desta vez, um dos autores dos xingamentos foi identificado como Alexandre da Nova Forjaz, publicitário e sócio do Pinheiros. Ele teria chamado Moraes de “careca ladrão”, “advogado do PCC” e “careca filho da p***”, além de afirmar: “Vamos fechar o STF”.

Irritado, o segurança do ministro “acionou apoio da Polícia Militar, que o apoiou na condução do investigado” até a 14º D.P.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Alexandre da Nova Forjaz foi apontado como o responsável pelas críticas e passou ser investigado por injúria.

Ao jornal, o advogado do homem disse que ele não foi o responsável pelas críticas. Já a assessoria de Moraes afirmou ao veículo que não iria comentar o episódio.

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