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CPI: Saiba quais são os novos dez nomes incluídos no relatório

Lista agora passa a contar com 78 sugestões de indiciamento, sendo 76 pessoas e duas empresas

Paulo Moura - 26/10/2021 11h41 | atualizado em 26/10/2021 12h00

Sessão da CPI vota relatório Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

Mesmo após já ter lido o relatório final da CPI da Covid na última quarta-feira (20), o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, incluiu mais 10 nomes na lista de sugestões de indiciamento do relatório final do colegiado, colocado para votação nesta terça-feira (26). Com isso, o documento analisado pelos integrantes da comissão passou a contar com 78 indiciamentos.

Entre os novos nomes estão os de ex-assessores, ex-coordenadores e atuais servidores do Ministério da Saúde. Além deles, o presidente da Senah, reverendo Amilton de Paula, envolvido na polêmica relacionada ao policial Luiz Paulo Dominghetti e à suposta venda de vacinas da AstraZeneca, e o sócio-administrador da farmacêutica Vitamedic, José Alves Filho, também foram incluídos.

Os senadores da CPI desistiram de sugerir o indiciamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, após falta de consenso. O parlamentar da Rede era um dos que encampavam a inclusão do nome de Guedes no relatório final. No entanto, agora a justificativa é de que “não se deve” prejudicar a economia brasileira com a medida.

Confira os dez novos nomes que serão incluídos nas sugestões de indiciamento:

– Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde, pelos crimes de epidemia e contra a humanidade;

– Marcelo Bento Pires, ex-assessor do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa;

– Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa;

– Thiago Fernandes da Costa, ex-assessor técnico, pelo crime de advocacia administrativa;

– Regina Célia de Oliveira, fiscal de contratos do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa;

– Amilton Gomes de Paula, reverendo e presidente da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), pelo crime de estelionato majorado;

– Hélio Angotti Netto, secretário de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos do Ministério da Saúde, pelo crime de epidemia;

– Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil, pelos crimes de advocacia administrativa, estelionato majorado e incitação ao crime;

– José Alves Filho, sócio-administrador da farmacêutica Vitamedic, pelos crimes de venda de medicamento em desacordo com a fórmula constante na Anvisa e de “fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança”;

– Antônio Jordão, oftalmologista e presidente da Associação Médicos pela Vida, apontado como integrante do suposto gabinete paralelo da saúde, pelos crimes de charlatanismo e incitação ao crime.

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