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CPI recorrerá de decisão do STF que concedeu silêncio a Wizard

Sessão foi marcada por troca de farpas entre senadores e envolveu até o advogado do empresário

Pleno.News - 30/06/2021 15h08 | atualizado em 30/06/2021 16h38

Carlos Wizard decidiu ficar em silêncio na CPI Foto: Agência Senado/Pedro França

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a comissão irá recorrer da decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu ao empresário Carlos Wizard o direito de ficar em silêncio durante seu depoimento à CPI.

– Eu peço à mesa que recorra da decisão do ministro Barroso em relação ao HC concedido à vossa excelência – afirmou Aziz.

Durante o debate, Aziz protagonizou mais uma troca de farpas com o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), que chamou a comissão de “CPI do Circo”.

– Vossa excelência é o maior palhaço que tem aqui – rebateu Aziz.

– E vossa excelência é o chefe do circo – respondeu Marcos Rogério.

Outro bate-boca da sessão desta quarta-feira (30) ocorreu entre o advogado criminalista Alberto Zacharias Toron, que representa Wizard, e o senador Otto Alencar (PSD-BA). A discussão começou quando Toron classificou como “covardia” uma atitude de Alencar, que presidia a sessão naquele momento, ao fazer uma referência ao advogado e não deixá-lo rebater.

– Está muito corado [Toron, que permaneceu ao lado de Wizard durante a oitiva]. Parece que tomou banho de mar. Está vermelho. E o senhor, seu Carlos, amarelou aqui – disse o senador.

– Vossa excelência está absolutamente enganado. Não tomei banho de sol nem de mar, e vossa excelência está errado – respondeu Toron, que foi interrompido por Otto.

– Não dei a palavra ao senhor. Só fiz uma comparação – rebateu o senador.

– Vossa excelência se referiu a mim e não quer que eu responda? Isso é de uma covardia, senador – afirmou o advogado.

O uso da palavra “covardia” por Toron irritou Otto Alencar, que pediu então que a Polícia Legislativa retirasse o advogado da comissão.

– O senhor não pode me chamar de covarde. Vou mandar retirá-lo. Chama a Polícia Legislativa. Manda tirar daqui – exclamou.

Toron então tentou apaziguar a situação e depois classificou o episódio como um “mal-entendido”.

– Vossa excelência se referiu a mim de forma jocosa, de forma a me colocar em ridículo. Quando [eu] quis responder, não me permitiu. Eu disse que essa atitude é de uma covardia. Eu tenho respeito por vossa excelência [Otto Alencar] – completou o advogado.

*AE

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