CPI do Master terá “tratamento regimental”, afirma Hugo Motta
Há sete requerimentos relacionados ao caso em tramitação
Monique Mello - 17/05/2026 14h01 | atualizado em 18/05/2026 14h08

Neste domingo (17), o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que a análise de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master seguirá os critérios previstos no regimento interno da Casa. A declaração foi dada após sua participação na Corrida da Câmara.
Enquanto isso, oposição e governo articulam novas CPMIs: uma liderada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG) e outra pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), ambas ainda em fase de coleta de assinaturas.
Na última sexta-feira (15), Lindbergh acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para tentar garantir a instalação de uma comissão formada por deputados e senadores.
Os pedidos de abertura de uma CPI no Congresso para investigar o Banco Master ganharam impulso após novos episódios envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como patrocinador de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, sete requerimentos relacionados ao caso estão em tramitação.
Além das duas propostas já mencionadas, outros cinco pedidos já alcançaram o número mínimo de assinaturas e aguardam decisão. Entre eles estão requerimentos apresentados por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Jordy (PL-RJ), além das deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
No Senado, a autorização depende do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Já na Câmara, Hugo Motta descartou, por enquanto, a instalação imediata de uma CPI, alegando que há pedidos mais antigos aguardando análise.
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