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CPI deve incluir mais 10 nomes nas sugestões de indiciamento

Lista inclui servidores do Ministério da Saúde, reverendo e até sócio-administrador de farmacêutica

Paulo Moura - 26/10/2021 07h36 | atualizado em 26/10/2021 11h22

Sessão da CPI da Covid no Senado Foto: Agência Senado/Pedro França

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, deve incluir mais 10 nomes na lista de sugestões de indiciamento do relatório final do colegiado, que será votado nesta terça-feira (26). Com isso, o documento a ser analisado pelos integrantes da comissão deve contar com 78 indiciamentos, sendo 76 pessoas e duas empresas.

A informação dos novos nomes que devem constar no relatório foi revelada pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao chegar à última reunião do G7, na noite de segunda-feira (25). Na lista estão servidores do Ministério da Saúde; o presidente da Senah, reverendo Amilton Gomes de Paula; e até o sócio-administrador da farmacêutica Vitamedic, José Alves Filho.

De acordo com Randolfe, os senadores da CPI desistiram de sugerir o indiciamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, após falta de consenso. O parlamentar da Rede era um dos que encampavam a inclusão do nome de Guedes no relatório final. No entanto, agora, a justificativa é de que “não se deve” prejudicar a economia brasileira com a medida.

A CPI da Covid também deve apresentar um pedido ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news, para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja “banido das redes sociais” – o que incluiria Twitter, Facebook, Instagram e YouTube.

Confira os dez novos nomes que serão incluídos nas sugestões de indiciamento:

– Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde, pelos crimes de epidemia e contra a humanidade;

– Marcelo Bento Pires, ex-assessor do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa;

– Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa;

– Thiago Fernandes da Costa, ex-assessor técnico, pelo crime de advocacia administrativa;

– Regina Célia de Oliveira, fiscal de contratos do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa;

– Amilton Gomes de Paula, reverendo e presidente da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), pelo crime de estelionato majorado;

– Hélio Angotti Netto, secretário de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos do Ministério da Saúde, pelo crime de epidemia;

– Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil, pelos crimes de advocacia administrativa, estelionato majorado e incitação ao crime;

– José Alves Filho, sócio-administrador da farmacêutica Vitamedic, pelos crimes de venda de medicamento em desacordo com a fórmula constante na Anvisa e de “fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança”;

– Antônio Jordão, oftalmologista e presidente da Associação Médicos pela Vida, apontado como integrante do suposto gabinete paralelo da saúde, pelos crimes de charlatanismo e incitação ao crime.

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