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CPI da Covid-19: Presidente da Anvisa faz críticas a Bolsonaro

Antonio Barra Torres prestou depoimento nesta terça-feira

Pleno.News - 11/05/2021 14h36 | atualizado em 11/05/2021 16h26

Diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em depoimento à CPI da Covid, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, defendeu que o assessoramento ao presidente da República para questões de enfrentamento à pandemia deve partir do ministro da Saúde. Para ele, ter outras pessoas “orbitando” e dando opiniões sobre o tema é uma situação que leva a “problemas administrativos sérios”.

– Não é do meu feitio esse tipo de coisa. No meio militar, uma coisa que é ruim é alguém querer ser alguma coisa que não é. Não almejo nenhum outro lugar do que o que estou agora – afirmou.

O presidente da Anvisa também teceu críticas a Eduardo Pazuello, por conta da frase “um manda, e outro obedece”.

– De maneira alguma (concordaria com a máxima). Qualquer ação da saúde deve ser pautada pela ciência – disse ao vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Barra Torres aproveitou para criticar a “motopasseata” da qual Bolsonaro participou neste domingo (9).

– Sou contra qualquer tipo de evento como esse. Não compareci. Além ser sanitariamente inadequado, estava me preparando para estar aqui na CPI. Não concordo com esse tipo de aglomeração. Qualquer menção a não usar máscara, álcool em gel e ser contra vacinação vai contra as indicações sanitárias – reforçou.

Barra Torres cita ainda o “arrependimento” por ter participado de manifestação ao lado do presidente Jair Bolsonaro, em março do ano passado.

– Estive no Planalto com o presidente naquele dia (15 de março de 2020). Havia uma manifestação, e, quando cheguei, ele foi até perto dos apoiadores. Aguardei a interação; tratamos do que tinha que tratar. Hoje, tenho a consciência de que, se eu tivesse pensado mais cinco minutos, não teria feito até porque não era um assunto que precisasse de urgência para ser tratado. Não refleti na questão da imagem negativa. Depois disso, nunca mais houve esse tipo de comportamento meu – relatou.

*Estadão

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