Leia também:
X Margem de erro deixa Bolsonaro e Lula a 4 pontos de diferença

Covid: PF investiga Bolsonaro por associação da vacina à aids

Ofício foi endereçado ao ministro do STF Alexandre de Moraes

Pleno.News - 03/03/2022 12h46 | atualizado em 03/03/2022 13h02

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Clauber Cleber Caetano

A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abriu inquérito para investigar as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre relação entre a vacina contra a Covid-19 e a infecção pelo vírus da aids.

A informação foi passada pelo presidente no dia 21 de outubro de 2021, um dia depois do indiciamento do chefe do Executivo na CPI da Covid por supostos 11 crimes ligados à sua conduta frente à pandemia.

Em ofício endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, que determinou a abertura da apuração, a delegada Lorena Lima Nascimento, da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, não só informou sobre a instauração oficial da investigação junto à PF, mas também solicitou o compartilhamento de uma apuração feita pela Procuradoria-Geral da República sobre o caso.

O documento datado de 25 de fevereiro chegou à corte máxima nesta quarta-feira (2). E pede o compartilhamento dos autos da investigação em que a PF atribuiu a Bolsonaro violação de sigilo funcional após o compartilhamento de inquérito sigiloso sobre ataque hacker aos sistemas internos do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições 2018. A Procuradoria-Geral da República defende o arquivamento de tal apuração.

Em dezembro, Alexandre de Moraes proferiu duas decisões sobre o caso, a primeira determinando a abertura da investigação sobre as falas do presidente. Depois, determinou o trancamento de uma notícia de fato (apuração preliminar) que tramitava na PGR sobre o caso, para a regularização do procedimento, com o devido “controle judicial” pela corte.

Segundo o ministro, é “indispensável” que toda e qualquer medida relacionada às investigações sejam devidamente formalizadas nos autos que tramitam no STF.

Em ambos os despachos, o ministro indicou que havia justa causa para abertura da investigação, por considerar que “há dúvidas de que as condutas do presidente da República, no sentido de propagação de notícias fraudulentas acerca da vacinação contra o Covid-19 utilizam-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados”.

*AE

Leia também1 Em áudio vazado, Torlay chama Bolsonaro de 'débil mental'
2 Margem de erro deixa Bolsonaro e Lula a 4 pontos de diferença
3 Janela partidária começa nesta quinta-feira e vai até 1° de abril
4 PGE diz ao TSE não ver propaganda antecipada de Bolsonaro contra Lula
5 Ernesto Araújo acusa Bolsonaro de 'desinformação russa'

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.