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Covid-19: Bolsonaro desconfia do número de mortos em SP

Em entrevista a José Luiz Datena, na TV Band, presidente também disse que o Brasil precisa "voltar à normalidade"

Henrique Gimenes - 27/03/2020 17h50 | atualizado em 27/03/2020 18h06

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Nesta sexta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro parabenizou alguns governadores do Brasil que decidiram rever as medidas de isolamento social. Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na TV Band, ele afirmou que a quarentena “não deu certo” e disse desconfiar do número de vítimas da doença em São Paulo.

Para o presidente, o Brasil preciso voltar “à normalidade”.

– O Brasil tem que voltar à normalidade imediatamente. Parabenizo alguns governadores que estão suspendendo a quarentena a partir de hoje, de segunda-feira. Mas que suspendam isso, porque não deu certo. Em um primeiro momento, houve apoio. Em um segundo, agora, a situação complica. Começa a faltar mantimentos, caminhoneiros, que são pessoas maravilhosas que fazem um trabalho no país todo, transportando riqueza, alimentos, bens, medicamentos, estão com dificuldade no trânsito, porque as rodovias estão fechadas, não pode almoçar, tomar banho – ressaltou.

Sobre as mortes no Brasil devido a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, Bolsonaro que os números podem estar errados.

– Rio teve nove óbitos, e 58 em São Paulo. Eu sei que a população é quase três vezes de diferença, mas está muito grande em São Paulo. Então, tem que ver o que está acontecendo aí (…). Não, em São Paulo eu não estou acreditando nos números. Até depois do decreto do governador aí – ressaltou.

O presidente também foi questionado sobre críticas feitas pelo governador de São Paulo, João Doria, em relação ao seu posicionamento sobre o coronavírus.

– Ele virou papagaio de auditório. Tá o tempo todo dando entrevista. Não me interessa a opinião dele. Não quero polemizar com ele. No meu entender, São Paulo não está no caminho certo. A população já entendeu que ele exagerou na dose. Eu espero que ele tome um comprimido de humildade para poder conduzir esse estado maravilhoso. O que eu posso falar para a população é o que venho falando há muito tempo. Sem pânico, sem histeria. Calma e paciência – destacou.

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