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Contrato de mulher de Moraes com Master previa ação no BC

Documento também fala em atuação na Receita e no Congresso

Pleno.News - 11/12/2025 15h00 | atualizado em 11/12/2025 16h37

Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes Foto: Beto Barata/PR

O Banco Master firmou, em 16 de janeiro de 2024, um contrato com o escritório da família de Viviane Barci de Moraes para defender interesses da instituição junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Congresso Nacional. O documento, revelado nesta terça-feira (8), circulou durante investigações da Operação Compliance Zero. Viviane é mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O acordo previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões durante três anos. Caso o cronograma tivesse sido cumprido até outubro de 2025, mês anterior à intervenção do BC, o escritório Barci de Moraes teria recebido R$ 79 milhões. O contrato poderia alcançar R$ 129 milhões até 2027. No escritório atuam ainda os dois filhos do ministro.

O documento, divulgado pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, descreve cinco núcleos de atuação, com atividades estratégicas, consultivas e contenciosas. As áreas envolveriam Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal, PGFN, Cade e Congresso, com acompanhamento de projetos de interesse do banco.

Órgãos como BC, Receita, PGFN e Cade foram questionados sobre eventuais pedidos ou petições feitas pelo escritório, mas não responderam. Segundo apuração da coluna, Viviane Barci de Moraes não participou de reuniões no Cade sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB. O escritório também não aparece no processo em que o banco é representado pelo escritório Pinheiro Neto.

O contrato foi apreendido no celular do empresário Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. A existência do documento já causava tensão entre advogados antes mesmo de sua divulgação, diante da possibilidade de ter circulado entre executivos e ex-funcionários do Master.

Após a revelação, iniciou-se um rastreamento de outros arquivos que poderiam estar no aparelho ou em consultorias que fizeram due diligence do banco em 2025. Até o momento, o escritório Barci de Moraes não se manifestou sobre esses contratos.

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