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Conselho de Ética suspende mandato de Silveira por 6 meses

Esta é a segunda suspensão contra o deputado

Gabriela Doria - 07/07/2021 15h01 | atualizado em 07/07/2021 16h51

Deputado federal Daniel Silveira é alvo de ações no Conselho de Ética Foto: Câmara dos Deputados/Luis Macedo

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), a suspensão do mandato do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) por seis meses.

Parlamentares da oposição tentaram transformar a punição em cassação, mas não conseguiram votos suficientes. Silveira poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que o caso seja decidido em plenário.

Daniel Silveira responde a três ações no Conselho de Ética, mas o caso julgado nesta quarta, que trata dos ataques do deputado aos ministros do STF e da apologia ao AI-5, é considerado o mais grave.

A própria base aliada do governo federal trabalhou pela aprovação da suspensão por seis meses. O receio era de que um novo parecer alterasse a punição para a cassação do mandato. O deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) é o autor do parecer.

– Talvez uma suspensão de seis meses seja mesmo pouco. [O] Ideal seria um período maior. Mas entendo que a cassação do mandato é medida extrema. Concordo que o deputado Daniel extrapolou o limite do bom senso. Não concordo com sua postura. E repudiamos [isso] aqui. Mas ele não praticou ato de corrupção, não matou. Perder o mandato pelo que ele fala é muito grave. Acho que ele já está pagando por seus excessos. Está preso. Acaba de voltar para a cadeia. Se o deputado não chegou, já está muito próximo do fundo do poço. [É] Provável que nem volte mais ao mandato nesta legislatura, se as penas de suspensão forem somadas. E o Supremo (STF) pode até suspender seus direitos políticos – apontou Fernando.

Esta é a segunda suspensão do mandato de Daniel Silveira que o Conselho aprovou. A primeira indica o afastamento do deputado por dois meses e foi confirmada na semana passada. Esta ação tratava do vídeo em que Silveira disse que manifestantes “antifascistas” poderiam levar um “tiro na caixa do peito”.

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