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Conselho de Ética da Câmara do Rio decide hoje sobre Jairinho

Para aprovação do relatório que pede a cassação do parlamentar, é necessária a maioria absoluta dos votos dos sete representantes

Paulo Moura - 28/06/2021 07h38 | atualizado em 28/06/2021 10h04

Vereador Dr. Jairinho Foto: Reprodução/CMRJ

O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro decide, nesta segunda-feira (28), se cassa ou não o mandato do vereador Dr. Jairinho, preso acusado de matar o menino Henry Borel, de 4 anos. Além do parlamentar, a mãe da criança, a professora Monique Medeiros, também está presa.

Para que a cassação do vereador se confirme, é necessária a maioria absoluta dos votos dos sete representantes do conselho pela aprovação do relatório do vereador Luiz Ramos Filho (PMN), relator do caso. O parlamentar aponta que a conduta de Jairinho, que resultou na morte da criança, foi decisiva para que o afastamento do mandato fosse levado à frente.

– Não restou alternativa a esta Casa de Leis senão a instauração do presente procedimento com vistas a apurar o cometimento de ato incompatível com o decoro parlamentar pelo Senhor Vereador Jairo José Santos Junior, Dr. Jairinho – destacou o relator.

O relatório de Luiz Ramos Filho também cita a tentativa de Jairinho de convencer um conselheiro da Rede D’Or de emitir um atestado de óbito, para evitar que o corpo de Henry fosse levado para o Instituto Médico Legal, e que o fato causa “estranheza e denota intenção do representado [Jairinho] de evitar a atuação do Instituto Médico Legal”.

Participam da votação, nesta segunda-feira, os vereadores Alexandre Isquierdo (presidente da Comissão), Rosa Fernandes (Vice-presidente da Comissão), Rogério Amorim (Secretário), Chico Alencar (PSOL), Zico (Republicanos), Teresa Bergher (Cidadania) e Luiz Ramos Filho (relator).

Se Jairinho tiver o mandato cassado no Conselho de Ética da Câmara, o ato deve ser publicado na terça-feira (29). A votação será levada a plenário na próxima quarta-feira (30). Neste caso, o afastamento de Jairinho deve ser aprovado por dois terços dos vereadores, com 34 votos.

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