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Presidente Jair Bolsonaro prometeu indicar um ministro "terrivelmente evangélico"

Pleno.News - 21/09/2020 10h37 | atualizado em 06/10/2020 16h20

André Luiz Mendonça é ministro da Justiça e cotado ao STF Foto: Folhapress/Fátima Meira

Após a nomeação de André Luiz de Almeida Mendonça para o Ministério da Justiça em abril, o advogado ficou um pouco mais distante de uma eventual nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF), apesar de seu nome continuar forte.

Outro que tem despontado é o procurador-geral da República, Augusto Aras. O próprio presidente Jair Bolsonaro já afirmou, em maio, da intenção de indicar Aras. Na época ele falou sobre uma eventual terceira vaga.

– Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém desapareça, mas o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga – afirmou Bolsonaro.

Ele terá, até 2022, a possibilidade de nomear dois ministros para a Corte, segundo o calendário de aposentadorias dos ministros. Bolsonaro prometeu indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o cargo durante um discurso na Câmara dos Deputados no ano passado.

Confira abaixo esses e outros nomes possíveis.

MARCELO BRETAS
O juiz Marcelo Bretas é evangélico e já demonstrou várias vezes sua fé. Em abril deste ano, ele chegou a compartilhar a música Força, da cantora Bruna Karla, nas redes sociais. Bretas passou a infância e juventude na Assembleia de Deus e atualmente congrega com a família na Comunidade Internacional Evangélica da Zona Sul, no Rio de Janeiro. O trabalho dele ganhou destaque na mídia por sua atuação em processos da Lava Jato.

HUMBERTO MARTINS
O nome de Humberto Martins está entre os que podem ser indicados ao STF. Ele é vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de Justiça. Martins é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

ANDRÉ LUIZ MENDONÇA
Ministro da Justiça, o advogado André Luiz de Almeida Mendonça também estaria sendo considerado para a vaga no STF. Mendonça ainda teria apoio de parte da bancada evangélica no Congresso. Ele é mestre em Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília.

AUGUSTO ARAS
O procurador-geral da República, Antônio Augusto Brandão de Aras, nasceu em Salvador e é professor da UnB (Universidade de Brasília) e da Escola Superior do Ministério Público da União. Ingressou no Ministério Público Federal em 1987 e em 2011 foi subprocurador-geral da República. Ele é católico.

Aras disse, durante sua sabatina para a PGR, que quando o STF analisa e se manifesta sobre temas como criminalização da homofobia, casamento homoafetivo e descriminalização de drogas, “é preciso saber em que nível está operando o Supremo, se está no nível da interpretação, se está no nível da mutação ou se está usurpando as competências do Senado e da Câmara Federal”.

JOÃO OTÁVIO NORONHA
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Noronha tem 64 anos e já foi presidente da Corte de 2018 até o mês de agosto de 2020. Antes de ingressar na magistratura, exerceu a advocacia, foi servidor concursado do Banco do Brasil e conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de 1998 a 2002. Também atuou como professor de Direito Processual Civil antes de ser indicado pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso ao STJ em 2002.

WILLIAM DOUGLAS
William Douglas Resinente dos Santos é juiz federal da 4ª Vara Federal de Niterói, no Rio de Janeiro, sendo o mais antigo do TRF2. É professor universitário e acadêmico em Direito. Além de ser bacharel, ele também possui pós-graduação em Políticas Públicas e Governo e mestrado em Estado e Cidadania. Já exerceu as atividades de advogado, delegado de polícia e defensor público. O magistrado também é escritor e já escreveu mais de 50 livros, com mais de 1,2 milhão de cópias vendidas. Entre eles estão os best sellers As 25 Leis Bíblicas do Sucesso, Como Passar em Provas e Concursos e Os 10 Mandamentos para Uma Vida Melhor.

Douglas também já recebeu diversos prêmios por suas contribuições à sociedade, sendo quatro medalhas militares, três prêmios pelo trabalho de inclusão social e racial e várias medalhas civis. É um dos autores da proposta de criação dos Juizados Especiais Federais, de 1994. Entre seus trabalhos com preocupação social mais emblemáticos estão a Missão Vida, que recupera pessoas em situação de rua; a Educafro, pela inclusão racial e social; o Coletivo Justiça Negra Luiz Gama e o Projeto Cristolândia, da CBB, do qual foi coordenador de empreendedorismo.

IVES GANDRA FILHO
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Filho é mais um dos profissionais que podem ser indicados ao STF. Ele é doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor honoris causa em Filosofia pela Academia Brasileira de Filosofia. Gandra Filho atua como ministro do TST desde 1999. Ele foi presidente da instituição entre 2016 e 2018. Assim como Moro, Gandra Filho é católico.

MARCOS PEREIRA
O nome de Marcos Pereira entrou na lista dos cristãos que podem ser indicados à vaga no ano passado. Ele é advogado, formado pela Universidade Paulista e especialista em Direito e Processo Penal pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente, Pereira exerce a função de deputado federal e é o 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados. Ele é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

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