Comissão de Ética da Presidência abre ação contra Augusto Heleno
O processo foi instaurado por causa de uma reunião realizada quando ele era ministro do GSI
Pleno.News - 10/01/2026 22h00 | atualizado em 12/01/2026 12h54

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu um processo contra o general Augusto Heleno, de forma preliminar. O procedimento antecede a possível instauração de um Processo de Apuração Ética (PAE).
Segundo informações do Ministério da Casa Civil, o processo ocorrerá de acordo com o decreto que institui o Sistema de Gestão Ética do Poder Executivo Federal. O decreto prevê dez dias para o investigado se manifestar.
A Casa Civil, porém, não informou a data de instauração do processo nem motivo para a abertura. Informações divulgadas na imprensa, porém, indicam que o objeto do processo está relacionado a falas do ex-ministro durante reunião ministerial em 5 de julho de 2022.
Na ocasião, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) cobrou dos auxiliares reação e um “plano B” diante da alegada fraude no sistema eleitoral.
Então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Heleno pregou uma ação antes da disputa eleitoral.
– Nós vamos ter que agir. Agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas – disse o general.
– Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições.
Além de Heleno, estavam na reunião os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Walter Braga Netto (candidato a vice de Bolsonaro em 2022).
Após a instrução processual, será proferida a decisão conclusiva, com a possível recomendação de abertura de procedimento administrativo.
Heleno foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 21 anos de prisão por envolvimento no núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no governo. O militar se encontra atualmente em prisão domiciliar após apresentar laudos que comprovam seu quadro de demência causado pelo Alzheimer.
*AE
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