Comissão da Câmara discute interferência da Usaid no Brasil
Órgão norte-americano teria influenciado nas eleições de 2022
Leiliane Lopes - 06/08/2025 15h10 | atualizado em 06/08/2025 16h20

Nesta quarta-feira (6), a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) realizou uma audiência pública, com a participação do ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA Michael Benz, para falar sobre a interferência da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) no Brasil.
Em parte de seu depoimento, Benz declarou que houve sim interferência do governo de Joe Biden na política brasileira e que isso foi feito por meio de censura e em campanhas contra a desinformação.
– É bem conhecido que a administração do presidente Biden interferiu na política brasileira. Na primeira declaração conjunta de Biden e Lula, vemos uma discussão da relação entre Brasil e Estados Unidos, mas talvez o público não tenha notado a intenção de reforçar a resiliência social contra a desinformação – disse Benz.
E continuou:
– Traduzindo: são ativos do Departamento do Estado americano. Dólares americanos para apoiar organizações no Brasil.
Na explicação do ex-secretário, os EUA financiaram organizações de censura no Brasil, e para provar sua tese ele cita uma reunião feita com o Comitê de Relações Exteriores americanas para condenar “as tratativas e ações corruptas do judiciário brasileiro”.
Benz explicou outros pontos dessa questão, segundo ele, o chamado deep state americano teria triplicado o volume de verbas no Brasil com o objetivo de financiar ONGs e sindicatos para influenciar a narrativa política e atacar Jair Bolsonaro (PL) aberta e diretamente.
Mas não foi só isso, a ação do órgão norte-americano também exerceu pressão para favorecer Lula nas eleições de 2022 usando programas como os da Usaid, focados em “combater fake news”, transformando a questão em censura contra apoiadores do então presidente brasileiro com o objetivo de evitar sua reeleição.
A sessão segue ao vivo na Câmara dos Deputados.
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