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Cláudio Castro apoia Bolsonaro e o chama de “pai da vacina”

Governador do RJ disse, no entanto, que não criticará o ex-presidente Lula

Thamirys Andrade - 17/05/2022 09h47 | atualizado em 17/05/2022 10h03

Governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro Foto: Governo RJ/Rafael Campos

O governador Cláudio Castro (PL) declarou a si mesmo como “apoiador” do presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu sua gestão durante a pandemia da Covid-19, chamando-o de “pai da vacina”. Por outro lado, ele afirmou que não critica o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que, tanto o mandato petista quanto o atual governo tiveram “coisas boas e ruins”.

– Sou apoiador do Bolsonaro, nunca neguei o alinhamento a ele, mas sempre tem gente querendo criar confusão nisso. Não vou criticar o Lula porque estou preocupado com o estado. Enxergo com pragmatismo. Os dois mandatos dele tiveram coisas boas e ruins. Meu papel é falar do Rio e não quero nacionalizar a eleição estadual. O bolsonarista, o lulista, o cirista, o morador do Rio em geral, podem esperar do Cláudio Castro alguém que governará o estado com uma enorme paixão – declarou Castro, em entrevista ao jornal O Globo.

Ao ser questionado sobre a postura do presidente durante a pandemia do coronavírus, o governador, destacou que foi Bolsonaro quem comprou os imunizantes contra a doença.

– Quem comprou as vacinas? Quem distribuiu? Bolsonaro é o pai da vacina. Enquanto debatiam se o imunizante transformava alguém em jacaré, eu montava a logística e vacinava.

Castro, que é candidato à reeleição e deve enfrentar Marcelo Freixo (PSB) nas urnas, descreveu a si mesmo como de “centro-direita”.

– Sou bem liberal na economia, fiz a concessão da Cedae e acredito em outras. Mas também acredito que o estado precisa de um olhar mais sensível aos mais vulneráveis. Distribuímos cafés da manhã populares para trabalhadores e retomei as políticas ambientais, associadas à esquerda – assinalou.

Ele ainda criticou o adversário, afirmando que políticos que hoje dão suporte a Freixo “saquearam a Petrobras”.

– É curiosa a discussão sobre quem está no entorno de cada candidato. Quem saqueou a Petrobras, por exemplo, está no entorno do Marcelo Freixo. Os apoiadores dele dão inveja ao Fernandinho Beira-Mar. O Rodrigo Neves (ex-prefeito de Niterói e pré-candidato pelo PDT) foi preso. Acho que cada um de nós deve ser julgado pelo que faz, não por quem o apoia. Não avalio que essas figuras citadas estejam no meu entorno – pontuou.

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