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Ciro reforça ataques a Lula e até cochicha com Bolsonaro

Ao longo do debate, houve momentos em que pedetista e presidente convergiram

Pleno.News - 25/09/2022 11h57 | atualizado em 26/09/2022 13h13

Câmera mostra Ciro Gomes cochichando com Bolsonaro Foto: Reprodução / Redes sociais

Colocados lado a lado nos estúdios do SBT, Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PL) trocaram sorrisos e cochicharam nos intervalos do debate deste sábado (24) organizado pelo Estadão e Rádio Eldorado em pool de veículos de imprensa que incluiu SBT, CNN, Veja, Terra e Nova Brasil FM.

Ciro é alvo de um cada vez mais intenso “ataque especulativo” do PT, que assedia os eleitores do pedetista apelando para o “voto útil” em Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno. Como resposta, o ex-ministro do governo petista e ex-governador do Ceará tem respondido subindo o tom nas críticas a Lula e seu partido.

Essa crescente animosidade ficou explícita no debate deste sábado (24), e as críticas de Ciro a Lula alcançaram alguns tons acima do tratamento dispensado pelo pedetista a Bolsonaro.

Assim como os demais candidatos, Ciro atacou Lula pela ausência e pela falta de disposição para debater – ao fim do programa, chamou o ex-presidente de “falso democrata”.

Ao longo do debate, houve momentos em que ele e Bolsonaro convergiram, como quando aproveitou uma pergunta sobre STF para falar em “intrusão” da Corte em temas da política. Já o presidente reforçou a ideia, destacando que os ministros atrapalham seu governo.

INTERVALOS
Nos intervalos, Ciro e Bolsonaro trocaram sorrisos, e uma imagem viralizou com o pedetista cobrindo a boca, cochichando com o presidente.

Após o debate, já na saída, ele explicou ao Estadão o que falava tapando a boca com as mãos:

– Eu dizia a ele que Soraya não havia citado o nome dele, em seu pedido de resposta – disse.

Ciro também negou docilidade com Bolsonaro:

– Isso é canalhice do Lula e do PT, que tinha a oportunidade de enfrentar o fascismo. O fascista veio aqui e o falso democrata se ausenta. Como se enfrenta o fascismo? Na cabeça das pessoas. E por que ele não veio aqui, são iguaizinhos – assinalou.

A mulher dele, Gisele, também opinou.

– Ele foi simpático com o Bolsonaro na resposta que deu a ele, na resposta sobre a corrupção – disse, em tom irônico. Ciro citou casos em que acredita mal explicados na gestão Bolsonaro, além dos imóveis comprados em dinheiro vivo pela família.

O episódio gerou um direito de resposta a Bolsonaro, mas ele não levou adiante a história e usou o tempo extra para tentar falar às mulheres.

Mas foi o novato Padre Kelmon (PTB) quem mais provocou reações da plateia, pela dobradinha escancarada que emendou com Bolsonaro.

A aproximação começou de forma discreta, mas depois ficou explícita com elogios reiterados do petebista ao atual governo e críticas aos outros candidatos por “se juntarem contra o presidente”.

– Todos vocês falam mal do presidente, só enxergam maldades – reclamou.

*AE

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