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Ciro Nogueira: Atirar celular foi ‘mil vezes mais grave’ que ofensa

Ministro da Casa Civil comentou confusão entre deputado Douglas Garcia e Vera Magalhães

Thamirys Andrade - 14/09/2022 17h05 | atualizado em 14/09/2022 18h11

Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira Foto: Agência Senado/Marcos Oliveira

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, opinou sobre a confusão envolvendo o deputado Douglas Garcia e a jornalista Vera Magalhães. Ele afirma considerar “mil vezes mais grave” o ato de o diretor de jornalismo da TV Cultura, Leão Serva, tomar o celular do parlamentar e arremessar para longe do que a hostilidade contra a comunicadora.

Ciro Nogueira ainda pontuou que Leão foi o mediador do debate.

– É lamentável um mediador do debate fazer aquilo. Vamos focar no que importa. O mais grave foi isso [o ato de Serva]. É mil vezes mais grave – analisou, ao ser questionado pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Garcia foi até a jornalista questionar sua renda e gravá-la com seu celular. Ele a chamou de “vergonha para o jornalismo” e a acusou de assinar um contrato de R$ 500 milhões com a Fundação Padre Anchieta (FPA), administradora da TV Cultura. Vera, por sua vez, relatou que o valor é de cerca de R$ 200 mil e descreveu o deputado como “misógino”.

Em determinado momento da confusão, Leão Serva interveio, tomando o celular de Garcia e xingando o parlamentar.

– Vai pra p*** que te p****, filho da p*** – declarou.

Em vídeo nas redes sociais, o deputado afirmou que Leão atirou o celular com o objetivo de quebrar o aparelho.

– O que aconteceu de maneira absolutamente agressiva foi que o diretor de jornalismo da TV Cultura pegou meu celular e arremessou com força na expectativa de que ele quebrasse e assim eles não tivessem nenhum tipo de prova de que de fato não houve agressão – argumentou.

Após o ocorrido, Serva também comentou o caso, dizendo que o deputado “já tem uma prática de perseguição, de assédio em relação a Vera Magalhães há algum bom tempo”.

– Dois anos atrás, ele foi à TV Cultura usando as prerrogativas de deputado para obter uma cópia do contrato de trabalho dela. Foi à Assembleia Legislativa e divulgou como se fosse um salário mensal aquilo que era, na verdade, um salário anual – assinalou.

Ele ainda disse ter tomado o aparelho eletrônico com o objetivo de separar o deputado da jornalista.

– Veio aqui visivelmente com a intenção de, como eles gostam de falar, “lacrar”. Eu entendo que a única solução que era possível naquela hora era afastá-lo da lacração. E, por isso, eu interrompi a gravação que ele estava fazendo como forma de separar ele da Vera – concluiu.

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